terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Por que você contribui financeiramente na igreja?


Não são poucas as pessoas que tratam suas contribuições financeiras como investimento. Estas contribuem na perspectiva da negociação: dou 10% da minha renda e sou abençoado com 100% de retorno. Tentar fazer negócios com Deus é um contra-senso cristão, pois quem negocia sua doação está preocupado com o benefício próprio, doa por motivação egoísta, imaginando levar vantagem na transação. É fato que quem muito semeia, muito colhe. Mas essa não é a melhor motivação para a contribuição financeira na igreja.
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Há quem contribua por obrigação. É verdade que a Bíblia ensina que a contribuição financeira é um dever de todo cristão. A prática do dízimo instituída no Antigo Testamento na relação de Deus com seu povo Israel foi referida por Jesus aos seus discípulos, que deveriam não apenas dar o dízimo, mas ir além, doando medida maior, excedendo em justiça. A medida maior é, na verdade, muito maior. Os fariseus entregavam 10%, os cristãos devem abrir mão de tudo, pois crêem que não apenas o dízimo pertence a Deus, mas tudo quanto possuem, ou melhor, não possuem, apenas administram.
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Alguns mais nobres doam por gratidão. Pensam, "estou recebendo tanto de Deus que devo retribuir contribuindo de alguma maneira". Nesse caso, correm o risco de doar apenas enquanto têm ou apenas enquanto estão sendo abençoados. A gratidão é uma motivação legítima, mas ainda não é a melhor motivação para a contribuição financeira.
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Existem também os que contribuem em razão de seu compromisso com a causa, com a visão, os que acreditam em uma instituição e querem colocar seu dinheiro em algo significativo. Muito bom. Devem continuar fazendo isso. Quem diz que acredita em alguma coisa mas não mete a mão no bolso, no fundo, não acredita. Mas ainda estão aquém do espírito cristão. Aliás, não são apenas os cristãos que patrocinam o que acreditam.
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Muitos são os que doam por compaixão. Não conseguem não se identificar com o sofrimento alheio, sentem a dor do próximo como se fossem dores próprias. Seu coração se comove e suas mãos se apressam em serviço. A compaixão mobiliza, exige ação prática. Isso é cristão. Mas ainda não é suficiente.
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Poucos contribuem por generosidade. Fazem o bem sem ver a quem. Doam porque não vivem para acumular ou entesourar para si mesmos. Não precisam ter muito, não precisam ver ninguém sofrendo, não perguntam se a causa é digna, não querem saber se o destinatário da doação é merecedor de ajuda. Eles doam porque doar faz parte do seu caráter.
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Simplesmente são generosos. Gente rara, mas existe. O relacionamento com Jesus gera esse tipo de gente.
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Finalmente, há os que contribuem por piedade. Piedade, não no sentido de pena ou dó. Piedade como devoção, gesto de adoração, ato que visa apenas e tão somente a glória de Deus. Financiam causas, mantém instituições, ajudam pessoas, tratam suas posses como dádivas e por elas são gratos, e são generosos, mas na verdade contribuem porque amam a Deus e desejam que as pessoas transbordem em gratidão e louvor a Deus. Contribuir é adorar.
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Por Ed René Kivitz

4 comentários:

james disse...

Graça e paz vos sejam multiplicadas, irmão Junior.

Muito bem relatado pelo Ed René Kivitz, as contribuições como louvor do povo que almeja os céus, deve-se ir além do que se prega nos púlpitos eclesiásticos modernos, a imposição de um atributo do Antigo Testamento, os dízimos, viraram uma barganha, e, milhares de irmãos entram por este caminho, uma porta avarenta, e ainda nos afirmam que estão fazendo prova com Deus, e Deus esta respondendo, sutil engodo!

Continue nesta força, irmão Junior.

Fraternalmente.

James, presbítero.
Jesus, o maior Amor
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Heitor de Moraes disse...

Paz do Senhor!
Essa é a primeira vez que participo do seu blog. E quase morro do coração com o que você postou! RsRs
Brincadeira!
Até o pouco tempo estava enganado do que era contribuir financeiramente na igreja. Mas graças ao SENHOR, agora sai da minha ignorância sobre o assunto.
Que deus continue te abençoando!

Paulo Adriano Rocha disse...

Paz, irmão Júnior. Realmente, o texto do irmão René é impressionante. Incrível como ele pode colocar todas as categorias daqueles que contribuem. Como disse o Heitor, eu também era um ignorante a respeito do assunto e espero poder mudar minha atitude a partir de hoje. Obrigado pela postagem! Abraços e paz!

Guina disse...

Dízimos e ofertas:certamente um tema muito complicado hoje, devido a tantos abusos cometidos em muitas Igrejas.
O texto é perfeito e devemos meditar no mesmo várias vezes.
Um abraço,
Agnaldo Gomes
www.despertaigreja.com

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