domingo, 26 de setembro de 2010

Amar a Deus com liberdade


O livro de Jó parece se concentrar na questão do sofrimento. No fundo, um problema diferente está em jogo: a doutrina da liberdade humana. Jó teve de suportar um sofrimento imerecido a fim de demonstrar que o Senhor está, na verdade, interessado no amor demonstrado em liberdade.
A disputa travada entre Deus e Satanás não foi um exercício trivial. A acusação feita por satanás de que Jó só amava o Senhor por que “puseste uma cerca em volta dele” é um ataque ao caráter divino. Implica que Deus não é digno de amor por si mesmo; as pessoas fiéis só o seguiriam mediante “suborno”. A reação de Jó depois que todos os sustentáculos da fé fossem removidos comprovaria ou descartaria o desafio de Satanás.

Para entender essa questão da liberdade humana, talvez o melhor seja imaginar um mundo em que todos obtêm aquilo que merecem. Esse mundo imaginário tem uma certa atração. Seria justo e consistente e todos saberiam com clareza o que Deus esperava. A justiça reinaria. Há, no entanto, um enorme problema com um mundo assim tão organizado: ele não tem nada a ver com o Deus pretende realizar na terra. Ele quer de nós o amor, amor ofertado em liberdade. E não ousemos subestimar a recompensa que Deus associa a esse amor. O Senhor lhe atribui tamanha importância que permite ao nosso planeta ser um câncer de maldade no seu universo – por algum tempo.

Se o mundo funcionasse de acordo com regras fixas, justas e perfeitas, não haveria liberdade real. Agiríamos certo por causa do nosso ganho imediato e motivações egoístas infestariam cada gesto de bondade. As virtudes cristãs descritas na Bíblia, pelo contrário, se desenvolvem quando escolhemos Deus e seu caminho apesar da tentação ou dos impulsos para fazer o contrário.

Na Bíblia inteira, uma analogia que ilustra o relacionamento entre o Senhor e seu povo salta aos olhos o tempo todo. Deus, o marido, é retratado tentando atrair a noiva para si mesmo. Ele quer seu amor. Se o mundo fosse construído de forma que cada pecado recebesse um castigo e cada boa ação, um prêmio, o paralelo não resistiria. A analogia mais próxima a esse relacionamento seria uma mulher mantida em cativeiro, mimada, subordinada e trancafiada em um quarto de forma que o amante pudesse estar seguro de sua fidelidade. Deus não “prende” seu povo. Ele nos ama, oferece-se para nós e espera ansioso por nossa livre reação.

O Senhor quer que optemos por amá-lo de livre e espontânea vontade, mesmo que essa opção envolva dor, por estarmos comprometidos com Ele, não com sensações e recompensas que nos façam sentir bem. Ele quer que permaneçamos fiéis a Ele, como fez Jó, inclusive quando tivermos todos os motivos do mundo para negá-lo com veemência. Jó se apegou à justiça de Deus no momento em que se tornou o melhor exemplo da história da aparente injustiça divina. Não procurou o Presenteador por causa do presente; pois quando todos os presentes foram removidos, ele ainda O buscava.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Odeio política!

Todo mundo tem uma posição radical sobre alguma coisa. A minha é essa: eu odeio política! Sempre que penso sobre esse "mal (des)necessário", uma questão me inquieta: eu comeria uma maçã - ainda que limpa - se ela estivesse em um cesto de lixo? Não. É assim que vejo os cristãos na política. Ameaçados por ambientes de sujeira.

A grande desculpa teológica dos que se envolvem nas tramas da política é: "Daniel era político". Contudo, esquecem que Daniel NÃO se candidatou a nenhum cargo, era escravo, condição que o impedia de negar sua indicação a qualquer posto político. Daniel tinha um caráter acima de qualquer suspeita, já os políticos de hoje...

Odeio política. Meu ódio é uma mistura de raiva e frustração. Fúria e angústia. Vejo nas arenas políticas muito mais destruição do que construção. Muito mais medo do que virtude. Muito mais máfia do que unidade para algum fim.

Odeio política porque liberta o pior que habita o homem: ambições desmedidas. Em nome dessas ambições atropela-se toda a agenda da esperança. O que os políticos querem não é o bem-estar do povo, mas salários estratosféricos, tráfico de influências, manipulação midiática, idolatria institucional, prostituição eleitoreira, todo tipo de engano. No jogo sujo da política quem perde é sempre o povo.

Eu sei que existem, eventualmente, alguns poucos políticos honestos, mas a proporção de malandros é tão avassaladoramente maior que chega a ser covardia.

Lênin dizia que "a democracia é o regime político no qual o povo escolhe aqueles que vão oprimi-lo nos próximos quatro anos". É muito raro o encontro de um discurso político e da Verdade num mesmo palanque. A mentira é o sobrenome da política. Ser político é vivenciar a arte de ludibriar mentes frágeis.

Odeio política porque ela inverte valores: recebe profanos nos púlpitos, e condena ao silêncio santo nos bancos. Veste mentiras com roupas da verdade. Em nome do dinheiro vende a alma para acobertar a clandestinidade dos caixas 2. Usa a fé sincera do povo para propagar esperanças irreais.

Odeio política! Essa é a minha radicalidade. Voto porque ainda sou cidadão, mas só Deus sabe o sacrifício que faço para votar. Vou para a urna com a sensação de quem está comendo a maçã estragada pelo ambiente da sujeira. Sinto no peito o impacto do que vaticinou Carlos Drummond de Andrade: "O voto, a arma do cidadão, dispara contra ele".
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Definitivamente, odeio política!!
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Por Alan Brizoti

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Minha fé não é aquilo em que acredito


A distinção mais útil que encontrei nesta caminhada foi a que estabeleceu Jacques Ellul entre fé e crença. Crença é aquilo que professamos acreditar; é o contéudo doutrinário peculiar à nossa facção religiosa, expresso com palavras muito bem escolhidas em nossas declarações de fé. Não há, por outro lado, conjunto de palavras suficiente para definir adequadamente a fé. Nossas crenças são passíveis de exposição, mas nossa fé é questão pessoal – seu conteúdo é o mistério tremendo, a tensão superficial entre eu e o universo, entre eu e o desconhecido, entre eu e o futuro, entre eu e a morte, entre eu e o outro, entre eu e Deus.

Os religiosos de todas as estirpes vivem em geral muito mais preocupados com as filigranas da crença do que com a vivência da fé – e posso dizê-lo por experiência própria. As divisões que fazemos questão de estabelecer entre a nossa e as demais facções da cristandade, e entre a cristandade e as outras heranças religiosas, estão fundamentados, naturalmente, em diferenças de crença. Às vezes dizemos que diante de Deus o desafio da fé é o mesmo para todos, mas agimos claramente como se nossa identidade de cristãos e de seres humanos fosse adequadamente definida pelo teor de nossas crenças. Sentimo-nos devidamente legitimados, devidamente representados, pela felicidade de pertencermos ao grupo ou denominação que professa (ao contrário, naturalmente, de todas os outros grupos ou denominações) a crença mais pura, destilada e correta. Fingimos que nos dobramos diante de Deus e de seu Cristo, mas nosso cristianismo é ortodoxolatria.

“A fé”, explica Ellul, “isola o indivíduo; a crença, (qualquer que seja, inclusive a cristã) ajunta pessoas. Na crença nos vemos unidos a outros na mesma corrente institucional, todos orientados em direção ao mesmo objeto de crença, compartilhando das mesmas idéias, seguindo os mesmos rituais, arrolados na mesma organização, falando o mesmo dialeto.”

Diante disso, sinto-me cada vez menos inclinado a responder aos que perguntam em que acredito, ou aos que levantam-se em indignação quando ouvem a temerária confissão de alguma crença minha (“O quê? O Brabo acredita na evolução?” “O quê? O Brabo não condena a fé dos católicos?” “O quê? O Brabo crê que igreja bem-sucedida é a que fecha as portas?” “O quê? O Brabo acredita em [inserir crença arbitrária aqui]“). Sinto-me cada vez menos motivado a responder aos que perguntam sobre minha tradição religiosa, a qual denominação pertenço, se faço parte de alguma igreja, se endosso determinado autor ou se fico devidamente escandalizado diante de determinada barbárie doutrinária.

Não devo iludir a mim mesmo ou a quem quer que seja dando a impressão de que resta algo de importância na vida espiritual (ou na vida) que não seja a fé, e – minha gente – minha fé não é aquilo em que acredito. Minha fé não está naquilo em que acredito, e nem poderia estar. Minha fé não é adequadamente expressa por aquilo em que acredito, e nem poderia ser.

Em primeiro lugar, porque minhas crenças mudam, mesclam-se e transformam-se constantemente. Minhas crenças nascem, reproduzem-se e morrem num plano totalmente independente do desafio que está na fé. Em segundo lugar porque, como lembra Ellul, “toda crença é um obstáculo à fé. As crenças atrapalham porque satisfazem a nossa necessidade de religião”. Quem pergunta aquilo em que acredito está tentando estabelecer comigo a mais rasteira das conexões; está querendo legitimar a sua crença a partir da minha, e isso não tem como ser saudável para ninguém.

Quem se abraça dessa forma à crença está buscando, evidentemente, o conforto do terreno conhecido e palmilhado. “A crença é confortadora”, observa Ellul. “A pessoa que vive no mundo da crença sente-se segura”. A fé, por outro lado, é coisa terrível, a que ninguém em são juízo deveria aspirar. A fé deixa-me sozinho com um Deus que pode não estar lá. A fé convida-me a um grau de liberdade que posso não ter o desejo de experimentar. A fé quer tirar-me da zona de conforto da crença e levar-me para regiões de mim mesmo e dos outros aonde não quero ir. A fé pressupõe a dúvida, a crença exclui a dúvida. A crença explica sensatamente aquilo em que acredito, a fé exige loucamente que eu prove.

Nossas crenças são âncoras de legitimação, que nos mantém seguros no lugar mas nos impedem de seguir adiante – o que, convenhamos, é muito conveniente. Quem iria em sã consciência escolher abandonar o abraço confirmatório da crença comum e dar um passo em direção à vertigem da fé, ao desafio de tornar-se um indivíduo separado, distinto e singular (numa palavra, santo) diante de Deus? Queremos voltar para o Egito, onde havia cebolas; não suportamos o desafio constante, sempre iminente, sempre exigente, do deserto.

Não tenho como recomendar a crença; sua única façanha é nos reunir em agremiações, cada uma crendo-se mais notável do que a outra e chamando o seu próprio ambiente corporativo de espiritualidade. Não tenho como endossar a crença; não devo dar a entender que a espiritualidade pode ser adequadamente transmitida através de argumentos e explicações. Não devo buscar o conforto da crença; o Mestre tremeu de pavor e não tinha onde reclinar a cabeça. Não devo ouvir quem pede a tabulação da minha crença; minha fé não é aquilo em que acredito.

Nunca deixa de me surpreender que para o cristianismo Deus não enviou para nos salvar um apanhado de recomendações ou uma lista suficiente de crenças, mas uma pessoa. Minha espiritualidade não deve ser vivida ou expressa de forma menos revolucionária. Não pergunte em que acredito. Mande um email, pegue uma condução, venha até minha casa, tome um café na minha mesa e aceite o meu abraço. Não devo esperar ato maior de fé, e não tenho fé maior para oferecer.
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Extraído da Bacia das Almas

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Reformas já!


Como já era esperado pelos telespectadores da mídia go$pel, mais uma peripécia da dupla dinâmica da pro$peridade está no ar – a unção financeira dos R$ 610,00.

Como não deu certo o “clubinho dos mil”, resolveram baixar a oferta.

Gostaria de saber dos profeteiros da prosperidade onde eles conseguem extrair essas hermenêuticas esdrúxulas sem fundamentação bíblica. De onde vem tanta criatividade? De onde vem essa numerologia cabalística? Se não fosse trágico, seria cômico. E o pior que o povo gosta.

A verdade é que quem pastoreia e apascenta as massas é a mídia evangélica. As ovelhas frágeis ficam a mercê dos lencinhos do Valdomiro, da benção financeira do Malafaia e Cerullo, da rosa e outros apetrechos do Macedo e das curas de caroços e heresias do RR. Os pastores sérios fazem todo um trabalho de conduzir o rebanho na sã doutrina e vêm os profeteiros e põe tudo por água abaixo.

Às vezes parece que essa luta é inglória. Mas não me cansarei de discernir e apontar os erros crassos dos mercadejantes da fé. Não desanimarei em meio ao ataque beligerante de suas heresias. Sei que não estou sozinho nessa labuta. Os sete mil que não dobraram os joelhos a baal e a mamon estão de mangas arregaçadas, e o próprio Senhor Jesus é quem vela pela sua noiva.
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A revista Época publicou em sua última edição um artigo sobre os novos apologistas da web. Seria uma nova Reforma Protestante? Apesar de ser uma revista secular e polêmica, vale a pena conferir as entrevistas concedidas por pessoas referenciais no meio protestante.
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Continuemos a lutar pelo Evangelho puro e sem mácula e combater esses desvios doutrinários do show da fé, pois em breve veremos os resultados sendo colhidos para glória de Deus Pai.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Pelos méritos de Cristo


"Mas quando, da parte de Deus, nosso Salvador, se manifestaram a bondade e o amor pelos homens, não por causa de atos de justiça por nós praticados, mas devido à sua misericórdia, ele nos salvou pelo lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que ele derramou sobre nós generosamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador. Ele o fez a fim de que, justificados por sua graça, nos tornemos seus herdeiros, tendo a esperança da vida eterna". Tito 3.4-7 (NVI)

Um dos atributos mais importantes de Deus revelado nas Escrituras Sagradas é sem dúvida o amor. A bondade e o amor de Deus foram revelados para que nossa miséria fosse exposta e reconhecêssemos que era necessário alguém pagar por nossas ofensas, pois, nenhuma boa obra que praticássemos era suficiente para alcançarmos a misericórdia divina.
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Em toda a história, o homem sempre tentou chegar a Deus por meio dos méritos de seu braço, mas a justiça de Deus se revelou nos mostrando que nenhuma boa obra era capaz de trazer a salvação para homem nenhum. Por isso, se manifestou o amor de Deus pela humanidade em doar Seu único Filho em sacrifício por nossas culpas. Sua morte e ressurreição fizeram com que o Espírito Santo renovasse e regenerasse nossas vidas. Num ato generoso de Deus em entregar o que Ele tinha de melhor, nós fomos considerados justos, não por nossos merecimentos, mas pela própria justiça de Deus. Com essa atitude de bondade fomos reputados como herdeiros e co-herdeiros da promessa de reinarmos com Ele na glória.
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Devemos sempre ter isso em mente, pois, é nossa maior esperança. Enquanto os ímpios correm atrás das coisas perecíveis, nossa busca deve ser pelas espirituais, que estão guardadas para aqueles que amam e aguardam Sua vinda. A maior manifestação de amor já existente em toda a história foi Deus conceder Seu Filho inocente pelos pecados da humanidade. Tal sacrifício fez com que hoje tivéssemos acesso direto ao trono das misericórdias de Deus, fazendo com que o Espírito Santo fosse derramado em nossas mentes e em nossos corações.
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Reflita nisso!


quarta-feira, 7 de julho de 2010

A alma que me cabe


– Os conservadores e reformados – disse o dono do haras ao jangadeiro – afirmam que a missão é levar as pessoas a abraçarem o nome de seu mestre de modo a evitar o inferno e ganhar o céu; para eles, trata-se de salvar almas não para este mundo, que e irremediável, mas para a vida eterna. Os liberais e libertários afirmam que a missão é transformar este mundo a partir do exemplo revigorante do seu mestre, de modo a construir nesta vida uma estirpe honorária de céu; para eles, trata-se menos de prometer o reino de Deus para a vida futura que implementá-lo contra todos os impedimentos nesta existência. Qual é a sua opinião? Qual dos dois pensamentos está certo?

O jangadeiro terminou de fazer o nó que o incomodava e aspirou a maresia.

– O que sei sobre a vida eterna é que ela é para ser um presente, e presente a gente não deve cobrar nem esperar. O mesmo, você deve entender, posso dizer desta vida. A vida futura que deve me ocupar é o momento seguinte, porque o momento seguinte depende do que faço neste. Salvar as pessoas ou transformar o mundo? Se você pensar, qualquer um desses seria fácil demais, porque tanto o mundo quanto as pessoas estão fora de mim; a metamorfose deles nada exige de mim e para mim nada implica além daquilo que me beneficia. O desafio do legado de Jesus é que eu transforme a mim mesmo. É natural que transformando a mim mesmo estarei transformando o mundo, mas essa não é a questão. A alma que me cabe salvar continuamente é a minha.
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Extraído da Bacia das Almas

terça-feira, 29 de junho de 2010

A justiça da Graça


Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus. Rm 3.23-24


Desde a queda da humanidade no Jardim do Éden, o homem sempre buscou meios de se aproximar novamente da ligação que tinha com Deus no princípio da criação. Durante toda a história, rituais e formas religiosas foram criadas para restabelecer o elo perdido com o criador. As Escrituras Sagradas declaram que toda a humanidade pecou em Adão e, por isso, estamos afastados e carentes da glória de Deus. O pecado é definido como transgressão à Lei divina e o apóstolo Paulo salienta que o pecado não anda em conformidade com a glória de Deus. Para tanto, Deus providenciou gratuitamente a história da redenção do homem caído, dando Seu único Filho para morrer por nossos delitos e pecados.

Saiba que por meio do sacrifício de Jesus Cristo, temos acesso direto ao Pai das luzes e a vida de miséria que levávamos por conta de nossas transgressões foi substituída por uma vida vitoriosa em Cristo Jesus. Passamos do banco dos réus para sentarmos em lugares altos, e onde havia condenação, há justificação. Pelo simples ato de fé no sacrifício expiatório de Jesus Cristo nos tornamos justos e podemos desfrutar das maravilhas de sermos declarados inocentes.

Devemos dar graças a Deus todos os dias, pois, através de Seu amor por nós, alcançamos gratuitamente, mediante a fé na redenção de nosso Senhor Jesus Cristo, a graça que nos propiciou a reconciliação com o Criador.

Portanto, conscientizemo-nos da tão grande vitória sobre o pecado e sobre a morte que foi alcançada ao nosso favor por Jesus Cristo na cruz e experimentemos o prazer de sermos ligados novamente à comunhão com esse Pai maravilhoso que tanto nos ama.

sábado, 26 de junho de 2010

A Senda verdadeira

Nunca vemos Cristo como o nosso único caminho. Não cremos que a solução para nossas dificuldades está unicamente em Cristo. Não temos esperança que Ele seja capaz de transformar um lar que está em trevas, finanças destruídas, famílias acabadas e sentimentos escravos de ressentimentos. Depositamos nossa esperança em homens, em livros humanos e vazios de vida, ou até em nós mesmos.

Diante de tudo isso, Deus deve estar permitindo que a situação humana se agrave seriamente nessas últimas décadas. Ao olharmos para as famílias, para a sociedade, para as escolas, constatamos que nada está em ordem. E mesmo assim, ainda cremos que acordos humanos, projetos humanos, conselhos de homens possam surtir algum efeito nessa sociedade em que vivemos que está dominada pelo conhecimento do bem e do mal.

Diante de tudo isso, vejamos o que está escrito no Evangelho de João 14.6, que diz:
“Respondeu-lhes Jesus: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai a não ser por mim”.

Hoje, queremos mudar a sociedade, as famílias, mas tudo sem o único caminho, sem a única verdade e sem a única vida. Como podemos mudar nosso quadro lamentável sem Cristo?
A Bíblia diz que quando os homens rejeitaram o conhecimento da verdade (o que esta na Bíblia), Deus os entregou, para que vivessem como quisessem. O resultado é o que vemos hoje: sociedade corrompida, famílias destruídas, desigualdades sociais, filhos rebeldes e indisciplinados. O que existe em nossa sociedade é o resultado de séculos em que o homem viveu independente de Deus e da única verdade.

A Palavra de Deus sempre ensinou que os filhos devem ser obedientes aos pais. Mas em qual família podemos ver isso acontecendo? A Bíblia diz que o filho entregue a si mesmo é uma vergonha para os pais. Hoje, nos envergonhamos das coisas que acontecem em nossa sociedade porque cada um faz o que pensa ou acredita ser bom. Mas, nem tudo o que é bom aos olhos humanos está correto com a verdade de Cristo. Educamos filhos de acordo com o que pensamos que será melhor para eles, mas nem cogitamos em depender da única verdade, que é Cristo, para educarmos nossos filhos. Tudo o que vemos hoje é conseqüência da independência do homem, do viver independente de Deus.

Precisamos voltar a depender de Cristo! Precisamos conhecer o Caminho, a Verdade e a Vida para que possamos corrigir nossas vidas. Quando isso acontecer, viveremos debaixo da bênção de Deus. Deus só abençoa um lar que vive de acordo com a única verdade. Nossos lares vivem debaixo de maldição porque estão errados no que diz respeito à verdade. Precisamos conhecer a verdade para então aplicarmos ela em nossa vida prática.

Quando você corrigir a sua vida com a verdade, saberá o que é viver desfrutando diariamente da vida de Cristo e das bênçãos de Deus.

Pense nisso...

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Onde está, ó morte, o teu aguilhão?


“Portanto, visto que os filhos são pessoas de carne e sangue, ele também participou dessa condição humana, para que, por sua morte, derrotasse aquele que tem o poder da morte, isto é, o Diabo, e libertasse aqueles que durante toda a vida estiveram escravizados pelo medo da morte” Hb 2.14-15 (NVI).

Muitas pessoas hoje em dia têm um pavor imenso da morte, pois elas não sabem para onde irão e qual será o seu destino. A Bíblia é enfática em dizer que aqueles que não confessarem com sua boca e não crerem com seu coração que Jesus Cristo é o Senhor estarão sendo conduzidos ao sofrimento eterno, que é a separação definitiva de Deus.

A morte e ressurreição de Jesus Cristo nos proporcionaram bênçãos sem medida na esfera espiritual. Assim como Jesus venceu e derrotou a morte, nós também, os que cremos, venceremos o poder da segunda morte e reinaremos para sempre ao lado de Deus. O propósito definitivo da encarnação de Cristo foi a destruição do diabo e a libertação do poder da morte.

A derrota de Satanás não significa que ele esteja aniquilado, mas que seu poder está reprimido na vida daqueles que se comprometem com as causas de Cristo.

O texto revela um preço pago, suficiente para todos, e apto para todos, porque foi em nossa natureza de carne e sangue. Aqui se demonstra o amor maravilhoso de Deus, porque quando Cristo se propôs a sofrer em nossa natureza e como devia morrer nela, a assumiu prestamente. A expiação deu lugar à liberação de seu povo da escravidão de Satanás, e ao perdão dos pecados pela fé.

Portanto, não temeremos o poder da morte, ela foi vencida através do sacrifício de nosso Senhor Jesus Cristo, e todos aqueles que creem em Seu nome tem a garantia de vitória sobre o pecado e a morte. Estejamos vigilantes para que o adversário de nossas almas não nos afaste da presença de Deus, pois a vitória sobre a morte nos foi outorgada pelo sangue de Jesus.

No amor do Verbo que venceu o aguilhão da morte.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Os critérios do amor


Este é um mundo de retribuição, em que ninguém ama quem não tem nada a oferecer. Quem são nossos favoritos? Os notáveis, os talentosos, os destacados, os fluentes, os bonitos, os ricos, os famosos, os sábios, os espirituais, os afinados, os inteligentes, os que lembram-se do nosso nome. Quanto mais admiráveis nos parecerem as qualidades de alguém, mais naturalmente — mais inevitavelmente — essa pessoa parecerá merecedora do nosso amor.

Nossa tendência mais natural é amarmos as pessoas pelo que são capazes de fazer, seja essa capacidade efetiva ou potencial. Nisso consiste o que chamo de "Lei Crua do Amor": não amamos as pessoas, amamos as suas competências.

Com raras exceções, a Lei Crua do Amor rege todos os nossos relacionamentos e afeições. Sei muito bem aqueles que me sinto tentado a amar: os virtuosos, os compassivos, os articulados, os bonitos, os fluentes, os criativos, os destemidos, os galantes, os que sabem dançar, os indomáveis, os modestos, os heróis que não conhecem o seu próprio valor. São essas as competências que estão no topo da minha lista, mas cada pessoa estabelece o seu próprio critério de seleção. O que temos todos em comum é a tendência de amar aqueles que demonstram ter as competências que admiramos.

A Lei Crua do Amor determina ainda o modo como estimamos o nosso próprio papel num relacionamento — nosso valor. É por isso que tememos tanto a doença e a velhice, porque sabemos que estão à espreita, esperando o momento de arrancar de nós as competências que nos são mais caras, aquelas ao redor das quais construímos nossa identidade. Os primeiros sinais bastarão para nos colocar em parafuso: a primeira falha de memória, a primeira barbeiragem no trânsito, a primeira incontinência urinária, a primeira desafinada, a primeira queda de cabelo.

Por que tememos dessa forma a perda das nossas competências? Acontece que sabemos muito bem que as competências dos outros determinam em grande parte nossa afeição por eles. Intuímos, pela natureza inclemente dos nossos próprios critérios, que a perda de uma competência fará com que nos tornemos menos atraentes e menos dignos de amor aos olhos dos outros.

Aqueles que não têm alguma competência para oferecer — os feios, os desajeitados, os que não sabem cantar, os que não sabem falar, os que não sabem escrever, os que não sabem jogar bola, os que não sabem agradar — intuem, por sua vez, que nunca serão amados de forma unânime e intensa como os notáveis. Não têm competências em grau ou quantidade suficientes para merecerem o nosso amor, e sabem disso.

Jesus viveu, naturalmente, para denunciar a Lei Crua do Amor. Ele convidava, de forma singela, a que adotássemos um novo e notável critério, que é, incrivelmente, a ausência de qualquer critério.

A mensagem de Jesus deixa claro, em primeiro lugar, que na perspectiva de Deus, na perspectiva do universo, as competências que tanto celebramos e redundantemente admiramos equivalem a precisamente nada — talvez menos. Se Deus fosse premiar a competência não premiaria ninguém. É por isso, por não julgar as pessoas pelas competências que têm para oferecer, que Deus faz chover sobre justos e injustos. É com base no rigoroso critério do critério algum que ele derrama do seu sol sobre heróis e marginais.

Jesus opina que na perspectiva divina a única competência que de fato conta é a competência moral, a capacidade de não fazermos o mal aos outros e a habilidade correspondente de fazermos o bem a eles. Todo o resto é acessório e deve ser descartado do nosso caderninho de admirações. Deus, no entanto, conhece-nos o bastante para não decidir julgar-nos nem mesmo por essa competência essencial. Na verdade, explica Jesus, a mais contundente demonstração de competência moral está precisamente na nossa disposição em amar os outros, e assim o círculo se fecha.

O Filho do Homem desafia-nos a sermos nisso singulares (santos) como Deus é, disparando amor arbitrariamente, como metralhadoras, abandonando definitivamente os critérios usuais de competência. Essa regra divina é a Lei Distributiva do Amor, que pode ser expressa desta forma: ninguém merece, por isso todos podem ter.

Quem será capaz de sentir-se atraído pelos que não têm coisa alguma para oferecer? Quem será capaz de aceitar os desprovidos de competências? Talvez aquele que desperte para a consciência de que tem o que não merece; esse ousará, quem sabe, distribuir.

Esse estará alterando a tessitura do mundo.
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Por Paulo Brabo.
Extraído do livro "A Bacia das Almas"


segunda-feira, 21 de junho de 2010

Graça e misericórdia


Mas quando, da parte de Deus, nosso Salvador, se manifestaram a bondade e o amor pelos homens, não por causa de atos de justiça por nós praticados, mas devido à sua misericórdia, ele nos salvou pelo lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que ele derramou sobre nós generosamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador. Ele o fez a fim de que, justificados por sua graça, nos tornemos seus herdeiros, tendo a esperança da vida eterna. Tito 3.4-7 (NVI)

Um dos grandes atributos de Deus revelado nas Escrituras Sagradas é sem dúvida o amor. A bondade e o amor de Deus foram revelados para que nossa miséria fosse exposta e reconhecêssemos que era necessário que um Ser sobremodo excelente pagasse por nossas ofensas, pois, nenhuma boa obra que praticássemos era suficiente para alcançarmos a misericórdia divina.

Em toda a história, o homem sempre tentou chegar a Deus por meio dos méritos de seu braço, mas a justiça de Deus se revelou nos mostrando que nenhuma boa obra era capaz de trazer a salvação para homem algum. Por isso, se manifestou o amor de Deus pela humanidade em doar Seu único Filho em sacrifício por nossas culpas. Sua morte e ressurreição fizeram com que o Espírito Santo renovasse e regenerasse nossas vidas. Num ato generoso de Deus em entregar o que Ele tinha de melhor, nós fomos considerados justos, não por nossos merecimentos, mas pela própria justiça de Deus.

Com essa atitude de bondade fomos reputados como herdeiros e co-herdeiros da promessa de reinarmos com Ele na glória. Devemos sempre ter isso em mente, pois, é nossa maior esperança. Enquanto os ímpios correm atrás das coisas perecíveis, nossa busca deve ser pelas espirituais, que estão guardadas para aqueles que amam e aguardam Sua vinda. A maior manifestação de amor já existente em toda a história foi Deus conceder Seu Filho inocente pelos pecados da humanidade. Tal sacrifício fez com que hoje tivéssemos acesso direto ao trono das misericórdias de Deus, fazendo com que o Espírito Santo fosse derramado em nossas mentes e em nossos corações.


No amor d'Aquele que exala graça e misericórdia.

sábado, 12 de junho de 2010

Socorro: Os críticos da crítica voltaram!


Reapareceram na web alguns textos censurando blogs que tratam temas delicados e expõem vicissitudes do povo evangélico. Apologistas novamente são duramente criticados por expor o calcanhar de Aquiles da igreja brasileira aos olhos de milhares de freqüentadores das páginas de vidro deste webmundo.

O primeiro argumento que os defensores do “status quo” usam contra nós é de que “Deus não precisa de defensores; ele é maior de idade e sabe se defender”. Uma amiga internauta disse que esta frase é de autoria de Caio Fábio. Ao menos assim, fora de contexto, a frase do reverendo não podia ser mais infeliz. Isso porque embora Deus não precise de defensores, a fé crista sim. E não foram os anjos que receberam a missão de preservar a mensagem incorruptível e transmiti-la às gerações futuras, e sim a igreja. Não podemos permitir que o evangelho seja modificado, adulterado, nem aceitar uma mensagem diferente daquela contida nas Escrituras (Gl 1.8).

O segundo argumento dos “críticos da crítica” é que ao citar nomes e tornar pública a conduta dúbia dos falsos mestres, ficamos em dívida com a ética e matamos nossos próprios soldados. Penso que aqueles que afirmam isso não devem jamais ter lido a carta aos Gálatas, quando Paulo repreende a Pedro, seu conservo e apóstolo, por sua dissimulação (Gl 2.11-14), nem a segunda epístola pastoral que ele enviou a Timóteo, à fim de advertir o jovem pastor sobre aqueles obreiros reprovados, os quais ele não teme mencionar os nomes (2 Tm 2.17; 2Tm 4.10). Aliás, uma das características que distingue a Bíblia dos outros livros religiosos é o fato de que ela não encobre a transgressão dos seus personagens, coisa que deve parecer politicamente incorreta aos olhos dos nossos queridos colegas.

O terceiro argumento dos “nossos juízes” é, ironicamente, que não devemos julgar quem quer que seja. Eles dizem que julgar está em desarmonia com Jesus e com os evangelhos. Sinceramente, às vezes penso que a única versão do evangelho que estas pessoas conhecem é aquela apresentada pelo Augusto Cury ou pelo Paulo Coelho. O pecado e o juízo simplesmente não existem na concepção deles, o que me leva a pensar que no mínimo, eles adoram um Jesus diferente. Ora, em Mateus 7.15-19, o Senhor Jesus disse:

“Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores. Por seus frutos os conhecereis. Porventura, colhem-se uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? [...] Toda árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo. Portanto, pelos seus frutos os conhecereis”

E também em Mateus 7.21-23, diz:

“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele Dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E, em teu nome, não expulsamos demônios? E, em teu nome, não fizemos muitas maravilhas? E, então, lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade”

Ora, o que são estes dois textos, senão um convite ao discernimento espiritual e uma promessa de juízo sobre todos os falsos religiosos? Diferente do pensamento que predomina nos arraiais evangélicos, Jesus não nos vetou o juízo, mas nos convidou a discernir entre o lobo e o pastor.

Assim sendo, penso que uma campanha contra a apologética e as denúncias dos descalabros cometidos por falsos profetas feitas em blogs e sites é incompatível com o evangelho. Se Deus fez com que denúncias semelhantes fossem impressas e preservadas nas páginas de papel, por que razão estaríamos pecando ao fazer denuncias semelhantes e publicá-las em nossas páginas de vidro?
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Por Leonardo Gonçalves

O que você faria com 1 bilhão de reais?


É de corar o rosto! Enquanto a repercussão da campanha da semente de mil reais do Silas Malafaia ultrapassa os termos da igreja evangélica, a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) anuncia uma campanha para distribuir gratuitamente um milhão de bíblias.

De acordo com Silas, seu alvo é alcançar um milhão de almas. E para isso, ele precisaria de um bilhão de reais para montar seu próprio canal de TV e abrir mil igrejas. Pelo menos foi o que noticiou o portal da UOL recentemente. Pouco mais de quatro mil pessoas já teriam aceitado o desafio de ofertarem mil reais. Vale até parcelar a oferta.

Com a faca e o queijo na mão, não duvido que o tal canal de TV sonhado por Silias se torne realidade em pouquíssimo tempo. Além de programas de TV em rede nacional, Silas agora conta com sua própria denominação.

O que você faria com um bilhão de reais para que o Evangelho alcançasse o maior número possível de pessoas?

Será que abrir mil novas igrejas resolveria? Um canal de TV que fosse 100% dedicado à evangelização resolveria?

Ora, o que não falta no Brasil são igrejas em cada esquina e canais de TV ditos evangélicos.

Sinceramente, acho que a iniciativa da CNBB é mais louvável. Quem diria que um órgão católico incentivaria a leitura da Bíblia! Será que eles lá também lançaram algum campanha de mil reais entre os fiéis?

É óbvio que qualquer iniciativa evangelística necessita de recursos. Só acho que esses recursos poderiam ser levantados entre os fiéis internamente, sem que se promovesse alarde nos meios de comunicação. Já está ficando constrangedor para quem ainda se identifica como evangélico tanto pedido de ofertas que se faz pelos programas televisivos. Sacrifícios pra cá, semente pra lá; carnês aqui, faturas bancárias acolá. Já tem até quem peça descaradamente o trízimo.

A igreja primitiva levou dois anos para evangelizar toda a Ásia Menor, e não precisou desta dinheirama toda. Bastou que cada discípulo fosse também uma fiel testemunha do amor de Deus.
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segunda-feira, 7 de junho de 2010

Devocional - Céus e terra passarão


“Ainda: No princípio, Senhor, lançaste os fundamentos da terra, e os céus são obra das tuas mãos; eles perecerão; tu, porém, permaneces; sim, todos eles envelhecerão qual veste; também, qual manto, os enrolarás, e, como vestes, serão igualmente mudados; tu, porém, és o mesmo, e os teus anos jamais terão fim”. Hb 1.10-12.

Que texto magnífico! Nele, Cristo é apresentado como o criador de todas as coisas. O escritor aos hebreus nos mostra que Cristo estava com o Pai no princípio da criação, firmando os alicerces da terra e o firmamento dos céus. Todas as obras do gênesis da criação foram executadas por Cristo, e para Ele e por meio dEle foram criadas todas as obras do início do mundo. A Bíblia nos ensina que novos céus e nova terra serão estabelecidos pelo Senhor quando reinarmos com Ele e, por isso, devemos adorá-lo por seu domínio e poder.

Citando o salmista o escritor aos hebreus declara o poder onipotente do Senhor Jesus Cristo, tanto ao criar o mundo como ao mudá-lo. Cristo envolverá este mundo como se fosse uma vestidura, para que não se abuse mais dele, nem seja usado como o tem sido. Assim como um rei, quando as roupagens de seu estado lhe são tiradas para serem dobradas e guardadas, continua sendo um rei, do mesmo modo nosso Senhor continuará sendo o Senhor quando tiver deixado a terra e os céus, como uma vestimenta. Então, não coloquemos nossos corações no que não é o que acreditamos que seja. O pecado tem feito uma grande mudança no mundo, para pior, e Cristo fará uma grande mudança para melhor.

Que estes pensamentos nos alertem, diligentes e desejosos de sermos agentes de tranformação de um mundo melhor. Por isso, adoremos o Senhor pela Sua santidade e domínio que Ele tem sobre toda terra, pois, até mesmos os anjos do céu se submetem ao Seu poder e autoridade, quanto mais nós, indivíduos criados a Sua imagem e semelhança.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Devocional - Paz e Bem


Glória, porém, e honra e paz a qualquer que pratica o bem; primeiramente ao judeu e também ao grego. (Rm 2.10)

O povo judeu sempre foi cercado de muitos privilégios divinos por ser a nação escolhida a testemunhar a santidade do nome do Senhor aos povos gentios circunvizinhos. Portanto, o apóstolo Paulo salienta que na dispensação da graça, os gregos não ficariam excluídos de receber as benesses de Deus ao praticar o que é reto ao Senhor. Glória, honra e paz são virtudes recebidas de quem coloca sua vida nas mãos de Deus.

É bom lembrar, que somente a prática do bem não leva, por si só, o homem à salvação. Boas obras não salvam, mas são provas de uma vida transformada, ou seja, não são as boas obras de nossas mãos que nos levarão às mansões celestiais, mas, por sermos salvos e remidos pelo Evangelho regenerador de nosso Senhor Jesus Cristo, somos levados voluntariamente a praticarmos atos louváveis. Naquele grande e maravilhoso dia que Jesus Cristo nos ares vier buscar a sua igreja, receberemos no céu, graus de recompensa de acordo com nossas ações nesta vida.

Por isso, estejamos sempre prontos a praticar o bem, para que possamos receber das mãos de Deus as devidas honras pelo nosso proceder. Estejamos sempre aptos a exercer atos que glorifiquem o Pai que estás no céu e sempre prontos a testemunhar a paz que recebemos de Deus para que o mundo possa ver que se somos regenerados por Cristo, temos paz uns com os outros e o sangue de Jesus nos purifica de todo pecado.
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Fiquemos firmes nas promessas de Cristo, pois, glória, honra e paz são qualidades daqueles que servem a Deus com integridade de coração sempre praticando o bem ao próximo.
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No amor d'Aquele que é a nossa paz,
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Junior

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Similaridades entre as indulgências de Tetzel e o almômetro do Silas Malafaia

No século XVI, Tetzel, um padre dominicano, pregava sobre as indulgências com grande exibicionismo. Dizia ele que “cada vez que uma moeda caía na bolsa do frade, uma alma saía do purgatório”. Nesta perspectiva, Roma incentivava os "fiéis" a doarem seus parcos recursos a fim de que os mortos fossem benificiados pela bondade de Deus e herdassem o céu.

Há poucas semanas o pastor Silas Malafaia lançou na televisão uma campanha denominada de "o clube de um milhão de almas". Segundo Malafaia, ao doar R$ 1000,00 para o seu programa de tv, o crente em Jesus contribui pra salvação de um milhão de almas. Para simbolizar isso, o pastor Silas, criou o "almômetro", onde a cada contribuição, pessoas são salvas do inferno.

Caro leitor, em 31 de outubro de 1517, o monge alemão, Martinho Lutero afixou às portas do castelo de Wittenberg, as suas 95 teses denunciando as indulgências e os excessos da Igreja Católica, dando inicio a Reforma Protestante. Quase quinhentos anos depois, a igreja dita evangélica, experimenta em seus arraiais as mais estranhas doutrinas, o que com absoluta certeza faria com que o reformador alemão ficasse de rosto ruborizado. Ensinamentos como o pregado por Malafaia, onde almas são "compradas" mediante ofertas afrontam as Sagradas Escrituras.

Como já havia escrito inúmeras vezes não agüento mais a efervescência da graça barata, o mercantilismo gospel, a banalização da fé. Com dor no coração sou obrigado a confessar essa gente não têm pregado o evangelho do reino. Antes pelo contrário, o evangelho o qual estes têm pregado é humanista, megalomaníaco e anti-bíblico.

Prezado leitor, ser protestante, não é somente se identificar com o protesto feito pelos reformadores contra a corrupção eclesiástica e o falso ensinamento católico do século XVI; é muito mais do que isso. Ser protestante, é protestar hoje contras as doutrinas mercantilistas dos falsos apóstolos, é viver debaixo de um avivamento integral, é resgatar os valores indispensáveis a fé bíblica através da Palavra, é proclamar incondicionalmente a mensagem da graça de Deus em Cristo Jesus.

O lema "Eclésia reformata, semper reformanda", deveria estar sempre ressoando em nossos ouvidos e corações, desafiando-nos à responsabilidade de continuamente caminharmos segundo a Palavra, sem nos deixarmos levar por ventos de doutrinas e movimentos que tentam transformar a Igreja de Cristo, num circo eclesiástico, nas mãos de líderes inescrupulosos, que manipulam o povo ao seu bel prazer, tudo isso em nome de Deus!

Uma nova reforma já!

Por Renato Vargens

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Eu era então copeiro do rei


As notícias sobre a tragédia em Niterói continuam a vender jornais, ocupando as manchetes, contabilizando o número de mortos, de casas, bens perdidos e o quanto será necessário para reconstruir. Alguns buscam os culpados, iniciando uma verdadeira “caça as bruxas”, o que tenta se defender discursa contraditoriamente, causando indignação na população que se expressou durante a semana de forma pacífica através de um protesto comovente.

Outros descrevem os possíveis motivos que contribuíram para o ocorrido, falando de mudanças nos ciclos hidrológicos causadas pelo aquecimento das águas do Atlântico, tragédia climática associada à tragédia social e ainda a falta de "profetas da ecologia". Há verdade nessas reflexões e creio que devemos nos conscientizar sobre o que está acontecendo ao nosso redor, contudo afirmo que no momento precisamos ir além do que os jornais informam, do que alguns buscam e outros descrevem.

O tempo é de partirmos para ação, arregaçarmos as mangas em Viçoso Jardim, Morro do Céu, Novo México e onde mais o Espírito nos levar, servindo e definindo bem quem somos no meio desse caos, assim como Neemias ao receber notícias sobre o resto do seu povo que sobrou do exílio e que vivia em grande miséria e humilhação, com as muralhas de Jerusalém em ruínas e as portas da cidade destruídas pelo fogo, ele senta, chora enlutado e clama diante de Deus para obter êxito em prol de seu povo, sendo ele copeiro do rei; acredito que esta frase revela sua profissão, como também sua postura diante do que estava a sua volta, Neemias tinha clareza que seu papel naquele momento era servir. Temos nós a mesma clareza de que somos copeiros do Rei Jesus?

Por Rafael Hiran Morett Ramos <><
Pr. da Igreja Batista Central em Niterói

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Devocional - O poder do Evangelho


"Não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê: primeiro do judeu, depois do grego. Porque no evangelho é revelada a justiça de Deus, uma justiça que do princípio ao fim é pela fé, como está escrito: “O justo viverá pela fé”." (Rm 1.16,17 - NVI)


Podemos dizer que o apóstolo Paulo resume as boas-novas do nosso Senhor Jesus Cristo nestes dois versículos acima citado, fazendo nos lembrar que Deus escolheu primeiramente o povo judeu para ser a nação que carregaria em sua identidade a marca da promessa de ser a raça eleita.

Hoje, fazemos parte da geração eleita, a nação santa, o sacerdócio real, povo de propriedade exclusiva, a igreja adornada de Cristo, que assumiu o lugar do povo judeu, por estes rejeitarem o Messias prometido. Por isso, como parte integrante do povo que herdará o céu, não podemos nos envergonhar de anunciar as boas-novas que recebemos de nossos antepassados, pois, foi através do poder transformador do Evangelho que adquirimos nossa salvação e a garantia de sermos cidadãos do céu.

Somos tentados todos os dias pela nossa consciência a acharmos que nossa salvação será adquirida por nossos méritos humanos ou obras da lei, porém, Paulo nos evidencia que na morte e ressurreição de Cristo estava sendo revelada a justiça de Deus, que desde o gênese da criação, implantou nos corações dos grandes heróis da fé do Antigo Testamento que a promessa da vinda do Messias seria cumprida na plenitude dos tempos.

Portanto, fomos justificados por Deus, através do sacrifício de Jesus na cruz, não por nossos esforços, para que desfrutemos, por meio da fé, dessa tão grande, rica e poderosa salvação.

Por fim, nós que cremos na justiça de Deus revelada na morte e ressurreição de Seu Filho Jesus, viveremos por meio da fidelidade de Deus, e só assim, seremos reputados como justos diante de Deus e dos homens naquele grande dia que reinaremos com
Cristo.

sábado, 17 de abril de 2010

Igreja Universal ganha ação por difamação de um site de notícias


Justiça determina que o “Rondoniaovivo.com” indenize a igreja por danos morais

A Igreja Universal do Reino Deus (IURD) ganhou ação movida contra a CMP Comunicação e Assessoria Ltda., responsável pelo site de notícias “Rondoniaovivo.com”, que publicou, em 2007, a reportagem “Chicote de Cristo para os mercadores da fé”. A matéria acusa os integrantes da Universal de extorquirem seus seguidores e usar o dinheiro de doações para “engordar contas bancárias”.

A juíza Rosemeire Conceição dos Santos Pereira de Souza, da 6ª Vara Cível de Porto Velho, capital de Rondônia, julgou procedente a ação movida pela IURD, que pediu indenização por danos morais por ter sofrido, segundo a própria magistrada relatou na sentença, um “profundo abalo em sua moral e imagem como entidade religiosa, diante da publicação irresponsável e sensacionalista do artigo”.

De acordo com a gerente jurídica da Universal, Adriana Guerra, a igreja terá que receber do grupo de comunicação rondoniense R$ 6 mil. “A quantia é insignificante, mas o que vale é a Justiça ter reparado um dano que a IURD estava sofrendo. Além disso, essa decisão abre um precedente contra outras publicações tendenciosas e preconceituosas que são feitas contra a Universal”, disse a advogada.

Fonte: Arca Universal


Comentário do Reflexões do Reino: Coitado de nós, Blogueiros subversivos. Se essa moda pega, os Blogs apologéticos sofrerão repreensão por falarem a verdade. Cá entre nós, adorei o título do texto do Rondoniaaovivo.com. Em tempos angustiosos, os blogs e sites que denunciam os vendilhões têm sido verdadeiros profetas da web. E não foi para isso que os profetas veterotestamentários apareciam no cenário de Israel, onde sacerdotes e reis corrompidos enganavam o povo? Não podemos nos calar. O setor jurídico da Universal terá que gastar uma baba para processar todos os que lhes denunciam as falcatruas.

No amor de Cristo,
Junior

terça-feira, 6 de abril de 2010

Percepções


Percebi que a igreja evangélica anda a passos largos para uma decadência igual ou superior a acontecida na Europa nos idos do séc. XIX, todavia, creio nas Escrituras quando falam dos sete mil joelhos remanescentes que não se dobrarão a esse paganismo pós-moderno.

Percebi que a má formação da liderança evangélica é uma das maiores causas dessa crise desmedida em nossos guetos eclesiásticos, portanto, urge que as novas safras de líderes que se levantam sejam mais prudentes em seus ensinos e pregações, colocando a Bíblia no seu devido lugar – como primazia.

Percebi que o movimento pentecostal tem se enveredado por um misticismo exacerbado com uma junção de espiritismo carregado de feitiçaria, por isso, é mister que os pentecostais “cheios do poder” dêem menos importância ao dom de línguas e busquem diligentemente o vínculo da perfeição que é o amor. Quando isso acontecer, teremos menos gritaria em nossos cultos e mais manifestações das virtudes do fruto do Espírito.

Percebi que não agüento ficar mais de dez minutos em ambientes cúlticos de muito barulho e gritaria. Talvez, nessa minha peregrinação tenho me simpatizado mais com o tradicionalismo histórico do que pelo movimento pentecostal, porém, não sou cessacionalista, creio na manifestação contemporânea dos dons espirituais.

Percebi que o cristão que exala o bom perfume de Cristo não é aquele cheio dos dons espirituais, mas sim, aquele que é cheio do Fruto. Portanto, faz-se necessário que ensinemos aos neófitos a buscarem menos poder, fama e sucesso, pois essa trindade maldita começa pela busca desenfreada dos dons espirituais sem propósito de edificação.

Percebi que o exercício da contemplação e meditação são fontes mais eficazes de intimidade e relacionamento com Deus – pena que muitos insistem em um relacionamento (relacionamento?!) de barganha, troca e mercantilização das benesses de Deus. Enquanto isso, os mercadejantes da fé se apropriam da emotividade do povo leigo fazendo com que voltemos a Idade das Trevas onde se acreditavam que no tilintar de uma moeda no gazofilácio, uma alma era liberta do purgatório para o céu.

Percebi que os desbravadores da fé nos lançam no inferno se não retirarmos o “melhor” de nossas carteiras nos chamando até mesmo de trouxas quando ofertamos com amor e sem sentimento de toma-lá-dá-cá. Segundo os “profetas” da prosperidade, temos que dar e exigir que Deus nos retribua em dobro. Receio que a Bíblia apócrifa deles esteja isenta das palavras de Paulo aos coríntios quando diz que o nosso generoso ato de ofertar deve ser sempre voluntário, com alegria e segundo a prosperidade de cada um.

Enfim, necessário é que nossas percepções estejam cada vez mais aguçadas para que não caiamos nas sutilezas dos lobos travestidos de pastores, pois o que Jesus disse sobre matar, roubar e destruir (Jo 10.10) nada tem a ver com o diabo e sim com os mercenários, ladrões e salteadores da fé.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Páscoa


Estamos nos aproximando da Páscoa. Essa data nos recorda muitos chocolates. Mas seu verdadeiro significado não está no coelhinho nem nos chocolates.

Quando chegamos perto desta data tão festiva para os judeus, somos levados a relembrar daquelas intervenções divinas feitas por Yahweh no êxodo do Egito para uma terra que manava leite e mel.

Para nós, igreja hodierna, a Páscoa tem um significado parecido com a comemoração dos hebreus – libertos do mundo (Egito) para serem livres para Deus. E quando nos retratamos para esta data, a ressurreição de Cristo é o ápice de toda esta história. Uma manhã de domingo muda a história da humanidade.

Penso que se Cristo apenas morresse e não ressuscitasse, seus ensinamentos de nada valeriam. Seria apenas um mártir como Martin Luther King Jr., Mahatma Gandhi e outros que revolucionaram a história de suas nações. Mas como bem disse Paulo: “E, se Cristo não ressuscitou logo é vã a nossa pregação, e também é vã a nossa fé”.

Mas quando olhamos para aquilo que se transformou a Páscoa em nossos dias, fico perplexo como a mídia faz um chamariz para a venda de produtos que nada tem haver com aquilo que significa minha libertação de um mundo tenebroso. Na verdade, bem que a mídia tentou reproduzir esses seus simbolismos para dentro do cristianismo, mas infelizmente para eles (mídia), não colou. Esses símbolos nada reproduzem os mistérios do novo nascimento. Dizem que o ovo fala da existência da vida, que logo está intimamente ligado ao nascimento. Pura balela.

Já os coelhinhos, representam animais com capacidade de gerar grandes ninhadas; sua imagem simboliza a capacidade da Igreja de produzir novos discípulos constantemente.

Bem, se fosse essa a intenção da mídia em fazer esses paralelos, poderia até que surtisse algum efeito para o cristianismo. Mas a mensagem central do Evangelho de Cristo está sendo apagada por uma mentalidade brasileira, que tudo que vem de fora é acrescido a nossa cultura. Recebemos uns "enlatados" do exterior que se reflete até em nossas mensagens, sermões e pregações.

Portanto, voltemos logo à mensagem central do Calvário. Lembremos daquela manhã de domingo quando o sepulcro de Jesus já estava vazio. Lembremos daquelas palavras dos varões com roupas reluzentes às mulheres no sepulcro: “Por que buscais o vivente entre os mortos? Não está aqui, mas ressuscitou.”

quarta-feira, 24 de março de 2010

Estou no meu limite

Gosto da coragem com que o Pr. Ricardo expressa seus sentimentos e dilemas. Falta-nos, em tempos hodiernos, profetas como ele. O texto abaixo salienta aquilo que há de mais nebuloso em nossos arraiais e expressa o sentimento deste humilde editor do Reflexões do Reino.

"Sei que existem pessoas sérias entre os evangélicos. Estou consciente de que mais de sete mil profetas ainda não se dobraram a Baal. Não esqueço o nobre testemunho dos que me precederam na militância da fé. Mas sinceramente, não dá...

Não dá para ver o avanço de vigaristas e charlatões prometendo cura divina, prosperidade financeira, solução de problemas conjugais, em troca de ofertas. Não suporto assistir a três minutos de programa de rádio ou de televisão. Sinto náusea com a postura arrogante de falsos profetas que oscilam entre camelôs religiosos e doces professores de Bíblia.

Não dá para lidar com a falta de responsabilidade humana dos fundamentalistas que celebram desastres naturais como sinais inequívocos do pecado ou do fim do mundo. Não tenho mais estômago para ouvir professores de teologia, forjados em seminários de segunda linha, criticando livros que nunca leram ou teólogos que não conseguem citar duas obras. Tenho medo quando discursam na defesa da “reta doutrina”.

Não dá para lidar com a inveja de sacerdotes que voam como abutres à espera de que alguém tropece. O mundo evangélico está repleto de líderes que jamais conseguiriam sobreviver no mundo empresarial, mas vivem de condenar os outros. Preguiçosos e despreparados, adoram praticar tiro ao alvo. Incompetentes, carregam a marca de Caim. Os piores, mimetizam comportamentos moralistas, copiam afirmações heterodoxas e se especializam na defesa das tradições denominacionais.

Não dá para lidar com o ufanismo das falsas onipotências. Na corrida pelos primeiros lugares no Olimpo dos ungidos, sobram narcisistas. Não agüento as empreitadas mundiais, os projetos, as campanhas, que “vão mudar o mundo”. Esses falsos heróis instumentalizam o povo em nome de suas megalomanias. Usam e abusam da boa-fé de quem quer fazer alguma coisa pela humanidade. Só que os recursos doados com sacrifício acabam diluídos na máquina, sugados pela volúpia de poder e investidos em mais propaganda para alardear como são especiais.

Não dá para lidar com a repetição enfadonha de chavões. Cansam as frases prontas, os conceitos batidos e repetidos, que já não transmitem valor algum. A grande maioria dos púlpitos evangélicos é de uma mesmice estupidificante. Os hinos reciclam poesias gastas; os sermões começam e terminam com a promessa de bênção.

Já escrevi que andava cansado com o meio. Já pedi para não ser classificado como “evangélico”. Agora não sei mais o que dizer. Talvez precise continuar batendo na mesma tecla, não dá, não dá, não dá..."

quinta-feira, 18 de março de 2010

21 mil acessos


Glórias a Deus nas alturas!!!

O Blog Reflexões do Reino completou 2 aninhos na web e estamos profundamente felizes pela marca que atingimos neste fim de semana.

Chegamos a um score de 21 mil acessos. Essas visitas compreendem irmãos de todas as localidades do Brasil e do mundo – e o que iniciou como indignação ao sistema evangélico brasileiro, tornou-se um hobby prazeroso.

Salientamos a presença maciça dos portugueses, americanos, japoneses, alemães, angolanos, italianos, suíços, franceses, romenos e peruanos, encabeçando a lista dos 10 países que mais nos visitam por esse mundão a fora.

Tratamos dos assuntos mais diversos possíveis, passando pela política, mídia, religião e humor, fazendo sempre links com a espiritualidade cristã.

Neste mundo da blogosfera muitos amigos virtuais foram feitos e nos edificamos mutuamente com os blogs parceiros. Aprendi a lidar com a opinião contrária e principalmente respeitar os que não concordam com nossos posicionamentos.

Prêmios diversos foram recebidos em forma de selos carinhosos como prova de que nosso trabalho não tem sido vão diante do Senhor.

Vale ressaltar que o mundo da blogosfera é muito vasto e o Reflexões do Reino não tem intenção nenhuma de angariar acessos por competitividade, mesmo porque, 21 mil acessos é muito pouco levando em consideração os catedráticos blogueiros que conseguem em apenas um dia mais de mil visitas.

Somos apenas uma gotinha no oceano da blogosfera e isso já nos deixa motivados em contribuir para o Reino de Deus escrevendo e protestando contra as mazelas que acontecem no meio dos que se dizem cristãos.

Longe de mim apresentar-me para nosso leitor como um puritano, mas de uma coisa tenho certeza: Caráter não pode faltar. Talvez a imagem que passamos ao leitor que não nos conhece é de um rebelde agressivo, portanto, são somente impressões.

Amo meu Senhor Jesus o qual me redimiu e me deu vida, e quanto mais vejo as atrocidades que fazem com a igreja de meu Senhor, mais indignado fico, e as reflexões ficam sempre mais picantes e apimentadas.

Agradecemos a você, blogueiro, internauta, cristão ou não, que dispõe de seu tempo para caminhar lado a lado conosco sempre acompanhando nossa odisseia cristã em busca de um relacionamento mais sincero com o Autor da vida.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Ensaio sobre o Neopentecostalismo


Um historiador já afirmou que o poder não convive com o vácuo, mas com o vazio. Foi exatamente isso que ocorreu com a Igreja Evangélica Brasileira no fim dos anos 80 e início dos 90. O pentecostalismo explodia, seus templos se multiplicavam pelo país e atraiam verdadeiras multidões. Estavam colocadas as condições para o surgimento de uma nova liderança, voluntariosa, de homens prontos para fazer a obra do Senhor.

Alguns desses novos líderes haviam saído da Assembléia de Deus, tinham uma base sólida, pois haviam crescido através da oração. Mas entre eles também contavam-se homens que converteram-se há pouco, estavam fora e foram atraídos pelo crescimento extraordinário do Evangelho. Queriam fazer parte disso e aí decidiram criar seus próprios ministérios. Movimentos como a ADHONEP (Associação dos Homens de Negócio do Evangelho Pleno) serviram de plataforma para projetá-los. O aparecimento dessa nova liderança coincide com uma importante mudança ocorrida no fim dos anos 80. Até então havia uma concentração de fiéis nas classes menos favorecidas (C, D e E). Com o surgimento dos neopentecostais, o Evangelho começa a ter penetração também nas classes A e B.

Inicia-se aí um processo, por assim dizer, de elitização da fé. Essa mudança é sintomática, uma vez que a partir desse instante uma corrente doutrinária especial vai se tornando prevalente, cuja ênfase vai estar exatamente na bem-aventurança material do crente e na pregação do sucesso como intrínseco à condição de filho de Deus. Surgida na esteira do crescimento dos pentecostais, a nova liderança precisou disputar espaço com a estrutura tradicional de poder da Igreja Evangélica Brasileira. A velha liderança, contudo, não estava preparada para absorvê-la nem aceitar seus métodos. Via com desconfiança esses “crentes” vindos de fora, impactados pela mensagem do Evangelho, desejosos de por fogo no mundo, mas sem paciência para aprender. Sem se intimidar, os novos líderes não perderam tempo: iniciaram ministérios, abriram suas próprias igrejas e foram para a mídia. Assim teve início a ascensão meteórica dos neopentecostais.

O que, afinal, há de errado com essa nova liderança? Embora honestos em sua fé, seus representantes não se livraram dos vícios sincréticos da cultura brasileira. Daí seus ministérios serem sincréticos, com uma pregação também sincrética. Pentecostais no discurso, pregam parte das ênfases evangélicas, mas pagam tributo à herança católica e espírita populares. Carecem de ciência teológica para separar as coisas. Os que identificam no discurso neopentecostal a união espúria entre fé e superstição, denunciam como heréticos seus propagadores. Escandalizados, batem a porta na cara deles. E declaram: “Vamos parar por aí, isso já passou dos limites”. Os que assim agem falam a partir do conhecimento que possuem da história e da teologia da Igreja Evangélica Brasileira. O que os preocupa é menos a polêmica do que a integridade da fé; mais a defesa do Evangelho do que a prerrogativa de ser histórico.
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Talvez nenhum outro país tenha um caldo cultural tão complexo quanto o Brasil. Somos miscigenados. Uma raça que é todas e nenhuma. O efeito desse mosaico de traços culturais díspares revela-se mais fortemente em nossa religião, acentuadamente sincrética. Esta é uma constatação assustadora. No Brasil, afirma Ricardo Gondim, em seu livro O Evangelho da Nova Era, “negros, europeus e nativos deixaram de ser africanos, brancos e índios para assumirem simplesmente uma nova identidade”. E completa: “Se esta peculiaridade ajudou para que o Brasil tivesse uma só língua, uma só cozinha, contribuiu também para que nascesse uma religião nova, autenticamente nacional”.

O movimento neopentecostal se fortalece precisamente desse sincretismo religioso, desse ambiente indistinto, no qual as “verdades” não se excluem, antes se reforçam. Numa religião sincrética o Evangelho ganhará todos e nenhum sentido na boca de católicos, espíritas e evangélicos. É a fé a la carte! Todos os componentes místicos autênticos do Cristianismo como que se diluem, perdem sua força em contato com elementos espúrios que tem apelo menos à razão do que ao coração, capturam mais a imaginação do crente do que sua capacidade de pensar. A superstição toma o lugar da fé, o transcendente dá lugar ao esotérico, o espiritual confunde-se com o oculto. Entramos na esfera do sobrenatural, mas não necessariamente na presença de Deus.

Extraído do livro "É tempo de refletir" de Ariovaldo Ramos e Ricardo Bitún.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Tudo isso me incomoda


Taí um texto que gostaria de ter escrito. Essa doce inspiração veio de nosso caro Ricardo Mamedes, adaptado com outro título.
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Algo me incomoda muito nas igrejas evangélicas. E me incomoda em particular na minha igreja, a qual congrego. É certamente difícil falar sobre o assunto, pois alguns membros dessa minha igreja leem este blog. O que fazer? Paciência...

Gosto de primar pela verdade sem subterfúgios, sem meias palavras. É bom explicitar que o que direi não revela qualquer crítica aos pentecostais de qualquer denominação, mesmo porque essa diferenciação entre pentecostais e tradicionais se não é inexistente está bem tênue. Por exemplo, sou batista tradicional, porém, a igreja em que congrego é muito mais pentecostal do que muitas pentecostais hoje tidas como históricas, a exemplo da Assembléia de Deus. Isso é bom? Não sei. Só penso que não é muito ético querer desmontar as bases de uma denominação centenária, implodindo-a, a fim de impor uma nova liturgia. Mais fácil seria mudar de denominação e tanto mais ético, uma vez que gozamos de plena liberdade de escolha nesse sentido.

Todavia, ainda não entrei no assunto que aqui me traz. 'Voilá'! Afiem as espadas tantos quantos queiram debater (brincadeira)! Incomodam-me certas atitudes, alguns costumes inseridos na igreja a pretexto da busca de uma espiritualidade "diferenciada", uma espiritualidade "real", sinônimo do "verdadeiro" sobrenatural de Deus. Essa tal espiritualidade é evidenciada e materializada por poucos dentro da igreja, mas facilmente verificável pela altissonante maneira com que dão "glórias a Deus" e "aleluias". Não que eu tenha qualquer tipo de preconceito contra essas manifestações. É que o incômodo se manifesta quando observo que são sempre "os mesmos". Nesse momento tais atitudes podem levar-me a pecar, uma vez que no meu íntimo não consigo apreender qualquer autenticidade nas tais manifestações...

Incomoda porque é algo como uma "ave maria" rezada ou recitada por católicos: não transmite verdade. Incomoda mais ainda quando observo que, além de ser sempre os mesmos, as mesmas figurinhas carimbadas, são também os que vendem uma grande espiritualidade para os irmãos. Os mesmos que vão aos "montes" para "interceder", materializando uma verdadeira proximidade física com o Criador, a exemplo daqueles que inauguraram a "babel". O meu medo é que Deus imploda as suas "torres"...

Esses irmãos "ungidos" - eles querem ser vistos assim - desfilam pela igreja como se fossem seres semi-celestiais. Quando se assenhoreiam do microfone e postam-se no púlpito, como que sofrem uma transfiguração: assumem um novo brilho, uma nova tonalidade de voz, até certos "sotaques" diferenciados. Em suma, ficam mesmo irreconhecíveis.

Incomoda, ah como isso incomoda...

Normalmente os tais ungidos são também aqueles mesmos que abraçam todas as novidades "doutrinárias", especialmente se com "tonalidades" neopentecostais. Buscam novos "sinais e prodígios", mas pouco sabem da Palavra inerrante. Necessitam da emoção, do arrepio, do êxtase, sob pena de não se reconhecerem como "movidos pelo espírito". Consideram-se muito mais espirituais do que aqueles que apenas reconhecem no Criador o Todo-Poderoso, o Senhor de suas vidas, o motivo das suas miseráveis existências, pois "estes tais" são apenas "crentes racionais", frios.

Tudo isso incomoda, confesso...

São esses mesmos que escancaram as portas das igrejas e denominações (mesmo históricas) para as "novidades": atos proféticos, evangelhos da autoajuda, autoestima, triunfalismo, prosperidade, etc. E eles nunca aprendem, ainda quando vivem o erro que se torna manifesto; ainda quando as suas condutas pretéritas se transformam em nada no futuro. Mesmo quando o "profeta" é desmascarado eles ainda querem o "mover", buscando esse "avivamento" insaciável, porque a Palavra já não mais lhes basta. A Espada da Verdade não causa arrepios, tremores, rugidos, sons ininteligíveis.

A busca é mesmo incessante, já é preciso ver, ao invés de sentir somente. Necessitam "materializar" a fé em "óleos" para ungir, como se Deus estivesse naquela substância; querem a luta dualista com satanás e seus demônios, lutando nessa guerra titânica, onde são plenamente "observados" pelos irmãos e reconhecidos como uma quase "casta" superior.
Incomoda, sim, incomoda...

Tenho falado com a minha esposa que chegará o dia, infelizmente, em que será difícil congregar em uma igreja realmente comprometida com a Verdade bíblica. Uma igreja que, para buscar os dons, não tenha que se conspurcar com a mentira ; uma igreja em que a pregação do Evangelho de Cristo seja a centralidade e não o marginal, seja a essência e não o complemento.
O que me consola e ainda me sustenta é saber que a Igreja de Cristo, a invisível, está além das paredes, está em cada coração tocado pela graça irresistível, em cada vida transformada, em cada atitude de veneração autêntica; sem mostras, sem palavreados patéticos, sem fleumas no púlpito, sem o culto da aparência para receber o brilho dos holofotes.

Essa Igreja invisível, Corpo de Cristo, não me incomoda, mas, ao contrário, me alimenta com alimento sólido e substancial.

A todos aqueles que fazem parte deste Corpo, desta Igreja, recebam o meu abraço, sintam-se irmanados e em verdadeira comunhão naquEle que nos salvou!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Deus depois do Haiti: a pedagogia do bagaço


A teologia depois do Haiti precisa mudar! Não podemos mais enxergar Deus cuspindo ódio soberano sobre humanos indefesos num encontro mortal de placas tectônicas, mas sim, enxergá-lo em cada debilitado que vence assombrosamente o tempo e sai, com vida, dos escombros. Precisamos ver Deus na vida, não no desespero teológico, fantasmagórico, das milhares de mortes. Não precisamos que pessoas morram para que nossa teologia se fortaleça. Se nossa teologia se legitima na desgraça dos outros, não é teologia, é sadismo.

É preciso destruir a teologia da confusão. Confundir a justiça de Deus com vinganças rasteiras de seres "humanos" mesquinhos em seu fundamentalismo alienante é subestimar o caráter de Deus. Confundir o desastre haitiano com "julgamento" divino por causa da religiosidade (leia-se expressão religiosa) é abortar o amor - e com isso - o próprio ser de Deus, pois a Bíblia afirma que "Deus é amor" (I Jo. 4. 8). Con-fundir Deus com a teologia da igreja é o cúmulo da pretensão. É a ignorância institucional.

Nossa teologia não define Deus: define o que pensamos (e queremos desesperadamente que seja verdade) sobre Deus. Uma teologia burocratizada e neurotizante tenta esboçar um Deus "amoroso" apenas enquanto andamos sob suas rédeas. Aliás, rédeas que a própria igreja (sempre a instituição) faz questão de inventar e fornecer. Daí vem nossa monstruosa incapacidade para lidar com quem falha, erra, fracassa, perde, peca, pisa na bola; com os hereges, os oprimidos, os desajustados, os falsos, os impostores. Fica absurdamente difícil colocar no mesmo abraço o Deus da teologia sufocante da igreja com a liberdade intrigante dos homens. O Éden ainda é um passeio distante. É nosso insistente problema com a graça.

Depois do Haiti, Deus não pode mais ser teologizado na masmorra da verborragia. Ou Deus é encarnado nas fúrias da vida, ou não é Deus (pelo menos, não é o bíblico). Não podemos mais nos satisfazer em pregar sermões belíssimos de uma oratória sem desdobramentos práticos, nos púlpitos confortáveis de nossas catedrais. É preciso sujar os pés nos escombros da história. Já não se trata de teologia, mas de pedagogia! É aprender de Deus, com os filhos de Deus, no mundo de Deus.

É preciso olhar por uma outra teologia: talvez uma ecoteologia. É a luta pela preservação do meio ambiente (luta que o "mundo" já faz). É a prevenção das tragédias. A minimização do que, às vezes, é inevitável. É enxergar Deus não apenas evitando o inevitável, em suas demonstrações abusivas de poder, mas ajudando-nos no esforço humano das re-construções, demonstrando seu amor. Ecoteologia é o não-desperdício da água e dos outros recursos naturais. É a denúncia furiosa do consumismo e do materialismo. A denúncia da corrupção. Da maldição do plástico nos rios e mares.

Que fique sob os escombros do Haiti todas as (des)construções teológicas de um Deus tirano, cruel, vingativo, mesquinho e burocrata. Que fique sob os escombros do Haiti toda a hipocrisia dos que se dizem cristãos mas não querem ter o coração do Cristo. Que fique no passado aquela teologia maldosa (via Pat Robertson) que descaracteriza o rosto belo de Deus, aquele que Zilda Arns mostrou tão bem.

O futuro é agora.

Até mais...


Por Alan Brizotti

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Caio Fábio fala sobre "a queda" de peito aberto

O Rev. Caio Fábio fala pela primeira vez , de peito aberto, sobre o episódio que ficou conhecido no meio evangélico como "a queda".

Caio vai direto ao ponto, sem rodeios, e não busca escamotear o erro.



Para todos os que viveram e acompanharam este episódio marcante, esta gravação encerra um ciclo com a declaração do HOMEM diante das suas limitações. Eu confesso que me emocionei com o relato. Na declaração de fragilidade eu vi a força de um gigante em humanidade, coragem e honestidade.

Contudo, não foi por isto apenas que eu publiquei esta gravação.

A minha motivação segue na mesma direção do autor: O alerta para os perigos da desHUMANIZAÇÃO dos servos de Deus e a nossa tendência a nos gloriar em homens.
Reservem um tempo hoje para orar pela vida de seus pastores e de suas famílias.
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Fonte: Genizah

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