
terça-feira, 29 de junho de 2010
A justiça da Graça

sábado, 26 de junho de 2010
A Senda verdadeira
Diante de tudo isso, Deus deve estar permitindo que a situação humana se agrave seriamente nessas últimas décadas. Ao olharmos para as famílias, para a sociedade, para as escolas, constatamos que nada está em ordem. E mesmo assim, ainda cremos que acordos humanos, projetos humanos, conselhos de homens possam surtir algum efeito nessa sociedade em que vivemos que está dominada pelo conhecimento do bem e do mal.
“Respondeu-lhes Jesus: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai a não ser por mim”.
Hoje, queremos mudar a sociedade, as famílias, mas tudo sem o único caminho, sem a única verdade e sem a única vida. Como podemos mudar nosso quadro lamentável sem Cristo?
A Bíblia diz que quando os homens rejeitaram o conhecimento da verdade (o que esta na Bíblia), Deus os entregou, para que vivessem como quisessem. O resultado é o que vemos hoje: sociedade corrompida, famílias destruídas, desigualdades sociais, filhos rebeldes e indisciplinados. O que existe em nossa sociedade é o resultado de séculos em que o homem viveu independente de Deus e da única verdade.
A Palavra de Deus sempre ensinou que os filhos devem ser obedientes aos pais. Mas em qual família podemos ver isso acontecendo? A Bíblia diz que o filho entregue a si mesmo é uma vergonha para os pais. Hoje, nos envergonhamos das coisas que acontecem em nossa sociedade porque cada um faz o que pensa ou acredita ser bom. Mas, nem tudo o que é bom aos olhos humanos está correto com a verdade de Cristo. Educamos filhos de acordo com o que pensamos que será melhor para eles, mas nem cogitamos em depender da única verdade, que é Cristo, para educarmos nossos filhos. Tudo o que vemos hoje é conseqüência da independência do homem, do viver independente de Deus.
Precisamos voltar a depender de Cristo! Precisamos conhecer o Caminho, a Verdade e a Vida para que possamos corrigir nossas vidas. Quando isso acontecer, viveremos debaixo da bênção de Deus. Deus só abençoa um lar que vive de acordo com a única verdade. Nossos lares vivem debaixo de maldição porque estão errados no que diz respeito à verdade. Precisamos conhecer a verdade para então aplicarmos ela em nossa vida prática.
Quando você corrigir a sua vida com a verdade, saberá o que é viver desfrutando diariamente da vida de Cristo e das bênçãos de Deus.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Onde está, ó morte, o teu aguilhão?
Muitas pessoas hoje em dia têm um pavor imenso da morte, pois elas não sabem para onde irão e qual será o seu destino. A Bíblia é enfática em dizer que aqueles que não confessarem com sua boca e não crerem com seu coração que Jesus Cristo é o Senhor estarão sendo conduzidos ao sofrimento eterno, que é a separação definitiva de Deus.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Os critérios do amor

Nossa tendência mais natural é amarmos as pessoas pelo que são capazes de fazer, seja essa capacidade efetiva ou potencial. Nisso consiste o que chamo de "Lei Crua do Amor": não amamos as pessoas, amamos as suas competências.
Com raras exceções, a Lei Crua do Amor rege todos os nossos relacionamentos e afeições. Sei muito bem aqueles que me sinto tentado a amar: os virtuosos, os compassivos, os articulados, os bonitos, os fluentes, os criativos, os destemidos, os galantes, os que sabem dançar, os indomáveis, os modestos, os heróis que não conhecem o seu próprio valor. São essas as competências que estão no topo da minha lista, mas cada pessoa estabelece o seu próprio critério de seleção. O que temos todos em comum é a tendência de amar aqueles que demonstram ter as competências que admiramos.
A Lei Crua do Amor determina ainda o modo como estimamos o nosso próprio papel num relacionamento — nosso valor. É por isso que tememos tanto a doença e a velhice, porque sabemos que estão à espreita, esperando o momento de arrancar de nós as competências que nos são mais caras, aquelas ao redor das quais construímos nossa identidade. Os primeiros sinais bastarão para nos colocar em parafuso: a primeira falha de memória, a primeira barbeiragem no trânsito, a primeira incontinência urinária, a primeira desafinada, a primeira queda de cabelo.
Por que tememos dessa forma a perda das nossas competências? Acontece que sabemos muito bem que as competências dos outros determinam em grande parte nossa afeição por eles. Intuímos, pela natureza inclemente dos nossos próprios critérios, que a perda de uma competência fará com que nos tornemos menos atraentes e menos dignos de amor aos olhos dos outros.
Aqueles que não têm alguma competência para oferecer — os feios, os desajeitados, os que não sabem cantar, os que não sabem falar, os que não sabem escrever, os que não sabem jogar bola, os que não sabem agradar — intuem, por sua vez, que nunca serão amados de forma unânime e intensa como os notáveis. Não têm competências em grau ou quantidade suficientes para merecerem o nosso amor, e sabem disso.
Jesus viveu, naturalmente, para denunciar a Lei Crua do Amor. Ele convidava, de forma singela, a que adotássemos um novo e notável critério, que é, incrivelmente, a ausência de qualquer critério.
A mensagem de Jesus deixa claro, em primeiro lugar, que na perspectiva de Deus, na perspectiva do universo, as competências que tanto celebramos e redundantemente admiramos equivalem a precisamente nada — talvez menos. Se Deus fosse premiar a competência não premiaria ninguém. É por isso, por não julgar as pessoas pelas competências que têm para oferecer, que Deus faz chover sobre justos e injustos. É com base no rigoroso critério do critério algum que ele derrama do seu sol sobre heróis e marginais.
Jesus opina que na perspectiva divina a única competência que de fato conta é a competência moral, a capacidade de não fazermos o mal aos outros e a habilidade correspondente de fazermos o bem a eles. Todo o resto é acessório e deve ser descartado do nosso caderninho de admirações. Deus, no entanto, conhece-nos o bastante para não decidir julgar-nos nem mesmo por essa competência essencial. Na verdade, explica Jesus, a mais contundente demonstração de competência moral está precisamente na nossa disposição em amar os outros, e assim o círculo se fecha.
O Filho do Homem desafia-nos a sermos nisso singulares (santos) como Deus é, disparando amor arbitrariamente, como metralhadoras, abandonando definitivamente os critérios usuais de competência. Essa regra divina é a Lei Distributiva do Amor, que pode ser expressa desta forma: ninguém merece, por isso todos podem ter.
Quem será capaz de sentir-se atraído pelos que não têm coisa alguma para oferecer? Quem será capaz de aceitar os desprovidos de competências? Talvez aquele que desperte para a consciência de que tem o que não merece; esse ousará, quem sabe, distribuir.
Esse estará alterando a tessitura do mundo.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Graça e misericórdia

Um dos grandes atributos de Deus revelado nas Escrituras Sagradas é sem dúvida o amor. A bondade e o amor de Deus foram revelados para que nossa miséria fosse exposta e reconhecêssemos que era necessário que um Ser sobremodo excelente pagasse por nossas ofensas, pois, nenhuma boa obra que praticássemos era suficiente para alcançarmos a misericórdia divina.
sábado, 12 de junho de 2010
Socorro: Os críticos da crítica voltaram!

O primeiro argumento que os defensores do “status quo” usam contra nós é de que “Deus não precisa de defensores; ele é maior de idade e sabe se defender”. Uma amiga internauta disse que esta frase é de autoria de Caio Fábio. Ao menos assim, fora de contexto, a frase do reverendo não podia ser mais infeliz. Isso porque embora Deus não precise de defensores, a fé crista sim. E não foram os anjos que receberam a missão de preservar a mensagem incorruptível e transmiti-la às gerações futuras, e sim a igreja. Não podemos permitir que o evangelho seja modificado, adulterado, nem aceitar uma mensagem diferente daquela contida nas Escrituras (Gl 1.8).
O segundo argumento dos “críticos da crítica” é que ao citar nomes e tornar pública a conduta dúbia dos falsos mestres, ficamos em dívida com a ética e matamos nossos próprios soldados. Penso que aqueles que afirmam isso não devem jamais ter lido a carta aos Gálatas, quando Paulo repreende a Pedro, seu conservo e apóstolo, por sua dissimulação (Gl 2.11-14), nem a segunda epístola pastoral que ele enviou a Timóteo, à fim de advertir o jovem pastor sobre aqueles obreiros reprovados, os quais ele não teme mencionar os nomes (2 Tm 2.17; 2Tm 4.10). Aliás, uma das características que distingue a Bíblia dos outros livros religiosos é o fato de que ela não encobre a transgressão dos seus personagens, coisa que deve parecer politicamente incorreta aos olhos dos nossos queridos colegas.
O terceiro argumento dos “nossos juízes” é, ironicamente, que não devemos julgar quem quer que seja. Eles dizem que julgar está em desarmonia com Jesus e com os evangelhos. Sinceramente, às vezes penso que a única versão do evangelho que estas pessoas conhecem é aquela apresentada pelo Augusto Cury ou pelo Paulo Coelho. O pecado e o juízo simplesmente não existem na concepção deles, o que me leva a pensar que no mínimo, eles adoram um Jesus diferente. Ora, em Mateus 7.15-19, o Senhor Jesus disse:
“Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores. Por seus frutos os conhecereis. Porventura, colhem-se uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? [...] Toda árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo. Portanto, pelos seus frutos os conhecereis”
E também em Mateus 7.21-23, diz:
“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele Dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E, em teu nome, não expulsamos demônios? E, em teu nome, não fizemos muitas maravilhas? E, então, lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade”
Ora, o que são estes dois textos, senão um convite ao discernimento espiritual e uma promessa de juízo sobre todos os falsos religiosos? Diferente do pensamento que predomina nos arraiais evangélicos, Jesus não nos vetou o juízo, mas nos convidou a discernir entre o lobo e o pastor.
Assim sendo, penso que uma campanha contra a apologética e as denúncias dos descalabros cometidos por falsos profetas feitas em blogs e sites é incompatível com o evangelho. Se Deus fez com que denúncias semelhantes fossem impressas e preservadas nas páginas de papel, por que razão estaríamos pecando ao fazer denuncias semelhantes e publicá-las em nossas páginas de vidro?
O que você faria com 1 bilhão de reais?

De acordo com Silas, seu alvo é alcançar um milhão de almas. E para isso, ele precisaria de um bilhão de reais para montar seu próprio canal de TV e abrir mil igrejas. Pelo menos foi o que noticiou o portal da UOL recentemente. Pouco mais de quatro mil pessoas já teriam aceitado o desafio de ofertarem mil reais. Vale até parcelar a oferta.
Com a faca e o queijo na mão, não duvido que o tal canal de TV sonhado por Silias se torne realidade em pouquíssimo tempo. Além de programas de TV em rede nacional, Silas agora conta com sua própria denominação.
O que você faria com um bilhão de reais para que o Evangelho alcançasse o maior número possível de pessoas?
Será que abrir mil novas igrejas resolveria? Um canal de TV que fosse 100% dedicado à evangelização resolveria?
Ora, o que não falta no Brasil são igrejas em cada esquina e canais de TV ditos evangélicos.
Sinceramente, acho que a iniciativa da CNBB é mais louvável. Quem diria que um órgão católico incentivaria a leitura da Bíblia! Será que eles lá também lançaram algum campanha de mil reais entre os fiéis?
É óbvio que qualquer iniciativa evangelística necessita de recursos. Só acho que esses recursos poderiam ser levantados entre os fiéis internamente, sem que se promovesse alarde nos meios de comunicação. Já está ficando constrangedor para quem ainda se identifica como evangélico tanto pedido de ofertas que se faz pelos programas televisivos. Sacrifícios pra cá, semente pra lá; carnês aqui, faturas bancárias acolá. Já tem até quem peça descaradamente o trízimo.
A igreja primitiva levou dois anos para evangelizar toda a Ásia Menor, e não precisou desta dinheirama toda. Bastou que cada discípulo fosse também uma fiel testemunha do amor de Deus.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Devocional - Céus e terra passarão

quinta-feira, 27 de maio de 2010
Devocional - Paz e Bem

O povo judeu sempre foi cercado de muitos privilégios divinos por ser a nação escolhida a testemunhar a santidade do nome do Senhor aos povos gentios circunvizinhos. Portanto, o apóstolo Paulo salienta que na dispensação da graça, os gregos não ficariam excluídos de receber as benesses de Deus ao praticar o que é reto ao Senhor. Glória, honra e paz são virtudes recebidas de quem coloca sua vida nas mãos de Deus.
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segunda-feira, 24 de maio de 2010
Similaridades entre as indulgências de Tetzel e o almômetro do Silas Malafaia
No século XVI, Tetzel, um padre dominicano, pregava sobre as indulgências com grande exibicionismo. Dizia ele que “cada vez que uma moeda caía na bolsa do frade, uma alma saía do purgatório”. Nesta perspectiva, Roma incentivava os "fiéis" a doarem seus parcos recursos a fim de que os mortos fossem benificiados pela bondade de Deus e herdassem o céu.Há poucas semanas o pastor Silas Malafaia lançou na televisão uma campanha denominada de "o clube de um milhão de almas". Segundo Malafaia, ao doar R$ 1000,00 para o seu programa de tv, o crente em Jesus contribui pra salvação de um milhão de almas. Para simbolizar isso, o pastor Silas, criou o "almômetro", onde a cada contribuição, pessoas são salvas do inferno.
Caro leitor, em 31 de outubro de 1517, o monge alemão, Martinho Lutero afixou às portas do castelo de Wittenberg, as suas 95 teses denunciando as indulgências e os excessos da Igreja Católica, dando inicio a Reforma Protestante. Quase quinhentos anos depois, a igreja dita evangélica, experimenta em seus arraiais as mais estranhas doutrinas, o que com absoluta certeza faria com que o reformador alemão ficasse de rosto ruborizado. Ensinamentos como o pregado por Malafaia, onde almas são "compradas" mediante ofertas afrontam as Sagradas Escrituras.
Como já havia escrito inúmeras vezes não agüento mais a efervescência da graça barata, o mercantilismo gospel, a banalização da fé. Com dor no coração sou obrigado a confessar essa gente não têm pregado o evangelho do reino. Antes pelo contrário, o evangelho o qual estes têm pregado é humanista, megalomaníaco e anti-bíblico.
Prezado leitor, ser protestante, não é somente se identificar com o protesto feito pelos reformadores contra a corrupção eclesiástica e o falso ensinamento católico do século XVI; é muito mais do que isso. Ser protestante, é protestar hoje contras as doutrinas mercantilistas dos falsos apóstolos, é viver debaixo de um avivamento integral, é resgatar os valores indispensáveis a fé bíblica através da Palavra, é proclamar incondicionalmente a mensagem da graça de Deus em Cristo Jesus.
O lema "Eclésia reformata, semper reformanda", deveria estar sempre ressoando em nossos ouvidos e corações, desafiando-nos à responsabilidade de continuamente caminharmos segundo a Palavra, sem nos deixarmos levar por ventos de doutrinas e movimentos que tentam transformar a Igreja de Cristo, num circo eclesiástico, nas mãos de líderes inescrupulosos, que manipulam o povo ao seu bel prazer, tudo isso em nome de Deus!
Uma nova reforma já!
Por Renato Vargens
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Eu era então copeiro do rei

Outros descrevem os possíveis motivos que contribuíram para o ocorrido, falando de mudanças nos ciclos hidrológicos causadas pelo aquecimento das águas do Atlântico, tragédia climática associada à tragédia social e ainda a falta de "profetas da ecologia". Há verdade nessas reflexões e creio que devemos nos conscientizar sobre o que está acontecendo ao nosso redor, contudo afirmo que no momento precisamos ir além do que os jornais informam, do que alguns buscam e outros descrevem.
O tempo é de partirmos para ação, arregaçarmos as mangas em Viçoso Jardim, Morro do Céu, Novo México e onde mais o Espírito nos levar, servindo e definindo bem quem somos no meio desse caos, assim como Neemias ao receber notícias sobre o resto do seu povo que sobrou do exílio e que vivia em grande miséria e humilhação, com as muralhas de Jerusalém em ruínas e as portas da cidade destruídas pelo fogo, ele senta, chora enlutado e clama diante de Deus para obter êxito em prol de seu povo, sendo ele copeiro do rei; acredito que esta frase revela sua profissão, como também sua postura diante do que estava a sua volta, Neemias tinha clareza que seu papel naquele momento era servir. Temos nós a mesma clareza de que somos copeiros do Rei Jesus?
Por Rafael Hiran Morett Ramos <><
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Devocional - O poder do Evangelho

Podemos dizer que o apóstolo Paulo resume as boas-novas do nosso Senhor Jesus Cristo nestes dois versículos acima citado, fazendo nos lembrar que Deus escolheu primeiramente o povo judeu para ser a nação que carregaria em sua identidade a marca da promessa de ser a raça eleita.
sábado, 17 de abril de 2010
Igreja Universal ganha ação por difamação de um site de notícias
A Igreja Universal do Reino Deus (IURD) ganhou ação movida contra a CMP Comunicação e Assessoria Ltda., responsável pelo site de notícias “Rondoniaovivo.com”, que publicou, em 2007, a reportagem “Chicote de Cristo para os mercadores da fé”. A matéria acusa os integrantes da Universal de extorquirem seus seguidores e usar o dinheiro de doações para “engordar contas bancárias”.
A juíza Rosemeire Conceição dos Santos Pereira de Souza, da 6ª Vara Cível de Porto Velho, capital de Rondônia, julgou procedente a ação movida pela IURD, que pediu indenização por danos morais por ter sofrido, segundo a própria magistrada relatou na sentença, um “profundo abalo em sua moral e imagem como entidade religiosa, diante da publicação irresponsável e sensacionalista do artigo”.
De acordo com a gerente jurídica da Universal, Adriana Guerra, a igreja terá que receber do grupo de comunicação rondoniense R$ 6 mil. “A quantia é insignificante, mas o que vale é a Justiça ter reparado um dano que a IURD estava sofrendo. Além disso, essa decisão abre um precedente contra outras publicações tendenciosas e preconceituosas que são feitas contra a Universal”, disse a advogada.
Fonte: Arca Universal
terça-feira, 6 de abril de 2010
Percepções

Percebi que a má formação da liderança evangélica é uma das maiores causas dessa crise desmedida em nossos guetos eclesiásticos, portanto, urge que as novas safras de líderes que se levantam sejam mais prudentes em seus ensinos e pregações, colocando a Bíblia no seu devido lugar – como primazia.
Percebi que o movimento pentecostal tem se enveredado por um misticismo exacerbado com uma junção de espiritismo carregado de feitiçaria, por isso, é mister que os pentecostais “cheios do poder” dêem menos importância ao dom de línguas e busquem diligentemente o vínculo da perfeição que é o amor. Quando isso acontecer, teremos menos gritaria em nossos cultos e mais manifestações das virtudes do fruto do Espírito.
Percebi que não agüento ficar mais de dez minutos em ambientes cúlticos de muito barulho e gritaria. Talvez, nessa minha peregrinação tenho me simpatizado mais com o tradicionalismo histórico do que pelo movimento pentecostal, porém, não sou cessacionalista, creio na manifestação contemporânea dos dons espirituais.
Percebi que o cristão que exala o bom perfume de Cristo não é aquele cheio dos dons espirituais, mas sim, aquele que é cheio do Fruto. Portanto, faz-se necessário que ensinemos aos neófitos a buscarem menos poder, fama e sucesso, pois essa trindade maldita começa pela busca desenfreada dos dons espirituais sem propósito de edificação.
Percebi que o exercício da contemplação e meditação são fontes mais eficazes de intimidade e relacionamento com Deus – pena que muitos insistem em um relacionamento (relacionamento?!) de barganha, troca e mercantilização das benesses de Deus. Enquanto isso, os mercadejantes da fé se apropriam da emotividade do povo leigo fazendo com que voltemos a Idade das Trevas onde se acreditavam que no tilintar de uma moeda no gazofilácio, uma alma era liberta do purgatório para o céu.
Percebi que os desbravadores da fé nos lançam no inferno se não retirarmos o “melhor” de nossas carteiras nos chamando até mesmo de trouxas quando ofertamos com amor e sem sentimento de toma-lá-dá-cá. Segundo os “profetas” da prosperidade, temos que dar e exigir que Deus nos retribua em dobro. Receio que a Bíblia apócrifa deles esteja isenta das palavras de Paulo aos coríntios quando diz que o nosso generoso ato de ofertar deve ser sempre voluntário, com alegria e segundo a prosperidade de cada um.
Enfim, necessário é que nossas percepções estejam cada vez mais aguçadas para que não caiamos nas sutilezas dos lobos travestidos de pastores, pois o que Jesus disse sobre matar, roubar e destruir (Jo 10.10) nada tem a ver com o diabo e sim com os mercenários, ladrões e salteadores da fé.
segunda-feira, 29 de março de 2010
Páscoa
Quando chegamos perto desta data tão festiva para os judeus, somos levados a relembrar daquelas intervenções divinas feitas por Yahweh no êxodo do Egito para uma terra que manava leite e mel.
Para nós, igreja hodierna, a Páscoa tem um significado parecido com a comemoração dos hebreus – libertos do mundo (Egito) para serem livres para Deus. E quando nos retratamos para esta data, a ressurreição de Cristo é o ápice de toda esta história. Uma manhã de domingo muda a história da humanidade.
Penso que se Cristo apenas morresse e não ressuscitasse, seus ensinamentos de nada valeriam. Seria apenas um mártir como Martin Luther King Jr., Mahatma Gandhi e outros que revolucionaram a história de suas nações. Mas como bem disse Paulo: “E, se Cristo não ressuscitou logo é vã a nossa pregação, e também é vã a nossa fé”.
Mas quando olhamos para aquilo que se transformou a Páscoa em nossos dias, fico perplexo como a mídia faz um chamariz para a venda de produtos que nada tem haver com aquilo que significa minha libertação de um mundo tenebroso. Na verdade, bem que a mídia tentou reproduzir esses seus simbolismos para dentro do cristianismo, mas infelizmente para eles (mídia), não colou. Esses símbolos nada reproduzem os mistérios do novo nascimento. Dizem que o ovo fala da existência da vida, que logo está intimamente ligado ao nascimento. Pura balela.
Já os coelhinhos, representam animais com capacidade de gerar grandes ninhadas; sua imagem simboliza a capacidade da Igreja de produzir novos discípulos constantemente.
Bem, se fosse essa a intenção da mídia em fazer esses paralelos, poderia até que surtisse algum efeito para o cristianismo. Mas a mensagem central do Evangelho de Cristo está sendo apagada por uma mentalidade brasileira, que tudo que vem de fora é acrescido a nossa cultura. Recebemos uns "enlatados" do exterior que se reflete até em nossas mensagens, sermões e pregações.
Portanto, voltemos logo à mensagem central do Calvário. Lembremos daquela manhã de domingo quando o sepulcro de Jesus já estava vazio. Lembremos daquelas palavras dos varões com roupas reluzentes às mulheres no sepulcro: “Por que buscais o vivente entre os mortos? Não está aqui, mas ressuscitou.”
quarta-feira, 24 de março de 2010
Estou no meu limite
Não dá para ver o avanço de vigaristas e charlatões prometendo cura divina, prosperidade financeira, solução de problemas conjugais, em troca de ofertas. Não suporto assistir a três minutos de programa de rádio ou de televisão. Sinto náusea com a postura arrogante de falsos profetas que oscilam entre camelôs religiosos e doces professores de Bíblia.
Não dá para lidar com a falta de responsabilidade humana dos fundamentalistas que celebram desastres naturais como sinais inequívocos do pecado ou do fim do mundo. Não tenho mais estômago para ouvir professores de teologia, forjados em seminários de segunda linha, criticando livros que nunca leram ou teólogos que não conseguem citar duas obras. Tenho medo quando discursam na defesa da “reta doutrina”.
Não dá para lidar com a inveja de sacerdotes que voam como abutres à espera de que alguém tropece. O mundo evangélico está repleto de líderes que jamais conseguiriam sobreviver no mundo empresarial, mas vivem de condenar os outros. Preguiçosos e despreparados, adoram praticar tiro ao alvo. Incompetentes, carregam a marca de Caim. Os piores, mimetizam comportamentos moralistas, copiam afirmações heterodoxas e se especializam na defesa das tradições denominacionais.
Não dá para lidar com o ufanismo das falsas onipotências. Na corrida pelos primeiros lugares no Olimpo dos ungidos, sobram narcisistas. Não agüento as empreitadas mundiais, os projetos, as campanhas, que “vão mudar o mundo”. Esses falsos heróis instumentalizam o povo em nome de suas megalomanias. Usam e abusam da boa-fé de quem quer fazer alguma coisa pela humanidade. Só que os recursos doados com sacrifício acabam diluídos na máquina, sugados pela volúpia de poder e investidos em mais propaganda para alardear como são especiais.
Não dá para lidar com a repetição enfadonha de chavões. Cansam as frases prontas, os conceitos batidos e repetidos, que já não transmitem valor algum. A grande maioria dos púlpitos evangélicos é de uma mesmice estupidificante. Os hinos reciclam poesias gastas; os sermões começam e terminam com a promessa de bênção.
Já escrevi que andava cansado com o meio. Já pedi para não ser classificado como “evangélico”. Agora não sei mais o que dizer. Talvez precise continuar batendo na mesma tecla, não dá, não dá, não dá..."
quinta-feira, 18 de março de 2010
21 mil acessos

Glórias a Deus nas alturas!!!
O Blog Reflexões do Reino completou 2 aninhos na web e estamos profundamente felizes pela marca que atingimos neste fim de semana.
Chegamos a um score de 21 mil acessos. Essas visitas compreendem irmãos de todas as localidades do Brasil e do mundo – e o que iniciou como indignação ao sistema evangélico brasileiro, tornou-se um hobby prazeroso.
Salientamos a presença maciça dos portugueses, americanos, japoneses, alemães, angolanos, italianos, suíços, franceses, romenos e peruanos, encabeçando a lista dos 10 países que mais nos visitam por esse mundão a fora.
Tratamos dos assuntos mais diversos possíveis, passando pela política, mídia, religião e humor, fazendo sempre links com a espiritualidade cristã.
Neste mundo da blogosfera muitos amigos virtuais foram feitos e nos edificamos mutuamente com os blogs parceiros. Aprendi a lidar com a opinião contrária e principalmente respeitar os que não concordam com nossos posicionamentos.
Prêmios diversos foram recebidos em forma de selos carinhosos como prova de que nosso trabalho não tem sido vão diante do Senhor.
Vale ressaltar que o mundo da blogosfera é muito vasto e o Reflexões do Reino não tem intenção nenhuma de angariar acessos por competitividade, mesmo porque, 21 mil acessos é muito pouco levando em consideração os catedráticos blogueiros que conseguem em apenas um dia mais de mil visitas.
Somos apenas uma gotinha no oceano da blogosfera e isso já nos deixa motivados em contribuir para o Reino de Deus escrevendo e protestando contra as mazelas que acontecem no meio dos que se dizem cristãos.
Longe de mim apresentar-me para nosso leitor como um puritano, mas de uma coisa tenho certeza: Caráter não pode faltar. Talvez a imagem que passamos ao leitor que não nos conhece é de um rebelde agressivo, portanto, são somente impressões.
Amo meu Senhor Jesus o qual me redimiu e me deu vida, e quanto mais vejo as atrocidades que fazem com a igreja de meu Senhor, mais indignado fico, e as reflexões ficam sempre mais picantes e apimentadas.
Agradecemos a você, blogueiro, internauta, cristão ou não, que dispõe de seu tempo para caminhar lado a lado conosco sempre acompanhando nossa odisseia cristã em busca de um relacionamento mais sincero com o Autor da vida.
quarta-feira, 10 de março de 2010
Ensaio sobre o Neopentecostalismo

O que, afinal, há de errado com essa nova liderança? Embora honestos em sua fé, seus representantes não se livraram dos vícios sincréticos da cultura brasileira. Daí seus ministérios serem sincréticos, com uma pregação também sincrética. Pentecostais no discurso, pregam parte das ênfases evangélicas, mas pagam tributo à herança católica e espírita populares. Carecem de ciência teológica para separar as coisas. Os que identificam no discurso neopentecostal a união espúria entre fé e superstição, denunciam como heréticos seus propagadores. Escandalizados, batem a porta na cara deles. E declaram: “Vamos parar por aí, isso já passou dos limites”. Os que assim agem falam a partir do conhecimento que possuem da história e da teologia da Igreja Evangélica Brasileira. O que os preocupa é menos a polêmica do que a integridade da fé; mais a defesa do Evangelho do que a prerrogativa de ser histórico.
O movimento neopentecostal se fortalece precisamente desse sincretismo religioso, desse ambiente indistinto, no qual as “verdades” não se excluem, antes se reforçam. Numa religião sincrética o Evangelho ganhará todos e nenhum sentido na boca de católicos, espíritas e evangélicos. É a fé a la carte! Todos os componentes místicos autênticos do Cristianismo como que se diluem, perdem sua força em contato com elementos espúrios que tem apelo menos à razão do que ao coração, capturam mais a imaginação do crente do que sua capacidade de pensar. A superstição toma o lugar da fé, o transcendente dá lugar ao esotérico, o espiritual confunde-se com o oculto. Entramos na esfera do sobrenatural, mas não necessariamente na presença de Deus.
Extraído do livro "É tempo de refletir" de Ariovaldo Ramos e Ricardo Bitún.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Tudo isso me incomoda

Gosto de primar pela verdade sem subterfúgios, sem meias palavras. É bom explicitar que o que direi não revela qualquer crítica aos pentecostais de qualquer denominação, mesmo porque essa diferenciação entre pentecostais e tradicionais se não é inexistente está bem tênue. Por exemplo, sou batista tradicional, porém, a igreja em que congrego é muito mais pentecostal do que muitas pentecostais hoje tidas como históricas, a exemplo da Assembléia de Deus. Isso é bom? Não sei. Só penso que não é muito ético querer desmontar as bases de uma denominação centenária, implodindo-a, a fim de impor uma nova liturgia. Mais fácil seria mudar de denominação e tanto mais ético, uma vez que gozamos de plena liberdade de escolha nesse sentido.
Todavia, ainda não entrei no assunto que aqui me traz. 'Voilá'! Afiem as espadas tantos quantos queiram debater (brincadeira)! Incomodam-me certas atitudes, alguns costumes inseridos na igreja a pretexto da busca de uma espiritualidade "diferenciada", uma espiritualidade "real", sinônimo do "verdadeiro" sobrenatural de Deus. Essa tal espiritualidade é evidenciada e materializada por poucos dentro da igreja, mas facilmente verificável pela altissonante maneira com que dão "glórias a Deus" e "aleluias". Não que eu tenha qualquer tipo de preconceito contra essas manifestações. É que o incômodo se manifesta quando observo que são sempre "os mesmos". Nesse momento tais atitudes podem levar-me a pecar, uma vez que no meu íntimo não consigo apreender qualquer autenticidade nas tais manifestações...
Incomoda porque é algo como uma "ave maria" rezada ou recitada por católicos: não transmite verdade. Incomoda mais ainda quando observo que, além de ser sempre os mesmos, as mesmas figurinhas carimbadas, são também os que vendem uma grande espiritualidade para os irmãos. Os mesmos que vão aos "montes" para "interceder", materializando uma verdadeira proximidade física com o Criador, a exemplo daqueles que inauguraram a "babel". O meu medo é que Deus imploda as suas "torres"...
Esses irmãos "ungidos" - eles querem ser vistos assim - desfilam pela igreja como se fossem seres semi-celestiais. Quando se assenhoreiam do microfone e postam-se no púlpito, como que sofrem uma transfiguração: assumem um novo brilho, uma nova tonalidade de voz, até certos "sotaques" diferenciados. Em suma, ficam mesmo irreconhecíveis.
Incomoda, ah como isso incomoda...
Normalmente os tais ungidos são também aqueles mesmos que abraçam todas as novidades "doutrinárias", especialmente se com "tonalidades" neopentecostais. Buscam novos "sinais e prodígios", mas pouco sabem da Palavra inerrante. Necessitam da emoção, do arrepio, do êxtase, sob pena de não se reconhecerem como "movidos pelo espírito". Consideram-se muito mais espirituais do que aqueles que apenas reconhecem no Criador o Todo-Poderoso, o Senhor de suas vidas, o motivo das suas miseráveis existências, pois "estes tais" são apenas "crentes racionais", frios.
Tudo isso incomoda, confesso...
São esses mesmos que escancaram as portas das igrejas e denominações (mesmo históricas) para as "novidades": atos proféticos, evangelhos da autoajuda, autoestima, triunfalismo, prosperidade, etc. E eles nunca aprendem, ainda quando vivem o erro que se torna manifesto; ainda quando as suas condutas pretéritas se transformam em nada no futuro. Mesmo quando o "profeta" é desmascarado eles ainda querem o "mover", buscando esse "avivamento" insaciável, porque a Palavra já não mais lhes basta. A Espada da Verdade não causa arrepios, tremores, rugidos, sons ininteligíveis.
A busca é mesmo incessante, já é preciso ver, ao invés de sentir somente. Necessitam "materializar" a fé em "óleos" para ungir, como se Deus estivesse naquela substância; querem a luta dualista com satanás e seus demônios, lutando nessa guerra titânica, onde são plenamente "observados" pelos irmãos e reconhecidos como uma quase "casta" superior.
Incomoda, sim, incomoda...
Tenho falado com a minha esposa que chegará o dia, infelizmente, em que será difícil congregar em uma igreja realmente comprometida com a Verdade bíblica. Uma igreja que, para buscar os dons, não tenha que se conspurcar com a mentira ; uma igreja em que a pregação do Evangelho de Cristo seja a centralidade e não o marginal, seja a essência e não o complemento.
O que me consola e ainda me sustenta é saber que a Igreja de Cristo, a invisível, está além das paredes, está em cada coração tocado pela graça irresistível, em cada vida transformada, em cada atitude de veneração autêntica; sem mostras, sem palavreados patéticos, sem fleumas no púlpito, sem o culto da aparência para receber o brilho dos holofotes.
Essa Igreja invisível, Corpo de Cristo, não me incomoda, mas, ao contrário, me alimenta com alimento sólido e substancial.
A todos aqueles que fazem parte deste Corpo, desta Igreja, recebam o meu abraço, sintam-se irmanados e em verdadeira comunhão naquEle que nos salvou!
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Deus depois do Haiti: a pedagogia do bagaço

É preciso destruir a teologia da confusão. Confundir a justiça de Deus com vinganças rasteiras de seres "humanos" mesquinhos em seu fundamentalismo alienante é subestimar o caráter de Deus. Confundir o desastre haitiano com "julgamento" divino por causa da religiosidade (leia-se expressão religiosa) é abortar o amor - e com isso - o próprio ser de Deus, pois a Bíblia afirma que "Deus é amor" (I Jo. 4. 8). Con-fundir Deus com a teologia da igreja é o cúmulo da pretensão. É a ignorância institucional.
Nossa teologia não define Deus: define o que pensamos (e queremos desesperadamente que seja verdade) sobre Deus. Uma teologia burocratizada e neurotizante tenta esboçar um Deus "amoroso" apenas enquanto andamos sob suas rédeas. Aliás, rédeas que a própria igreja (sempre a instituição) faz questão de inventar e fornecer. Daí vem nossa monstruosa incapacidade para lidar com quem falha, erra, fracassa, perde, peca, pisa na bola; com os hereges, os oprimidos, os desajustados, os falsos, os impostores. Fica absurdamente difícil colocar no mesmo abraço o Deus da teologia sufocante da igreja com a liberdade intrigante dos homens. O Éden ainda é um passeio distante. É nosso insistente problema com a graça.
Depois do Haiti, Deus não pode mais ser teologizado na masmorra da verborragia. Ou Deus é encarnado nas fúrias da vida, ou não é Deus (pelo menos, não é o bíblico). Não podemos mais nos satisfazer em pregar sermões belíssimos de uma oratória sem desdobramentos práticos, nos púlpitos confortáveis de nossas catedrais. É preciso sujar os pés nos escombros da história. Já não se trata de teologia, mas de pedagogia! É aprender de Deus, com os filhos de Deus, no mundo de Deus.
É preciso olhar por uma outra teologia: talvez uma ecoteologia. É a luta pela preservação do meio ambiente (luta que o "mundo" já faz). É a prevenção das tragédias. A minimização do que, às vezes, é inevitável. É enxergar Deus não apenas evitando o inevitável, em suas demonstrações abusivas de poder, mas ajudando-nos no esforço humano das re-construções, demonstrando seu amor. Ecoteologia é o não-desperdício da água e dos outros recursos naturais. É a denúncia furiosa do consumismo e do materialismo. A denúncia da corrupção. Da maldição do plástico nos rios e mares.
Que fique sob os escombros do Haiti todas as (des)construções teológicas de um Deus tirano, cruel, vingativo, mesquinho e burocrata. Que fique sob os escombros do Haiti toda a hipocrisia dos que se dizem cristãos mas não querem ter o coração do Cristo. Que fique no passado aquela teologia maldosa (via Pat Robertson) que descaracteriza o rosto belo de Deus, aquele que Zilda Arns mostrou tão bem.
O futuro é agora.
Até mais...
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Caio Fábio fala sobre "a queda" de peito aberto
Caio vai direto ao ponto, sem rodeios, e não busca escamotear o erro.
Para todos os que viveram e acompanharam este episódio marcante, esta gravação encerra um ciclo com a declaração do HOMEM diante das suas limitações. Eu confesso que me emocionei com o relato. Na declaração de fragilidade eu vi a força de um gigante em humanidade, coragem e honestidade.
Contudo, não foi por isto apenas que eu publiquei esta gravação.
A minha motivação segue na mesma direção do autor: O alerta para os perigos da desHUMANIZAÇÃO dos servos de Deus e a nossa tendência a nos gloriar em homens.
sábado, 23 de janeiro de 2010
Um Jó contemporâneo

"Enquanto trabalhava neste livro, tomei o cuidado de me encontrar freqüentemente com pessoas que se sentiram traídas por Deus. Enquanto eu escrevia, desejava ter constantemente diante de mim rostos de verdade, de pessoas decepcionadas e em dúvida. Quando chegou a hora de escrever sobre o Livro de Jó, decidi entrevistar uma das pessoas cuja vida mais faz lembrar a de Jó, um homem a quem chamarei de Douglas.
Depois do acidente, Douglas nunca sabia quando podia ter um ataque de dor de cabeça. Ele não conseguia trabalhar um dia todo, e às vezes ficava desorientado e esquecido. Pior ainda, o acidente afetou permanentemente sua visão. Um dos olhos se movia sem controle, recusando-se a focalizar. Passou a ter visão duplicada e mal podia descer um lance de escadas sem ajuda. Douglas aprendeu a conviver com todas as suas limitações à exceção de uma: ele não conseguia ler mais do que uma ou duas páginas de cada vez. A vida inteira ele tinha amado os livros. Agora estava preso aos livros gravados, produzidos para cegos.
— O que você teria a dizer sobre a sua própria frustração ou desilusão? — perguntei. — O que você aprendeu que possa ajudar outra pessoa que esteja atravessando um período difícil?
Douglas esteve em silêncio pelo que pareceu um longo tempo. Cofiou sua barba grisalha e seu olhar se perdeu na distância. Por um instante fiquei imaginando se ele estava tendo um "branco" mental. Finalmente disse:
— Para dizer a verdade, Philip, não senti qualquer desilusão com Deus.
Fiquei surpreso. Douglas, de forma marcantemente honesta, sempre havia rejeitado fórmulas fáceis, como os testemunhos do tipo "Conte a bênção" que aparecem em programas religiosos na televisão. Esperei que explicasse.
— A razão é a seguinte. Aprendi, primeiramente com a enfermidade da minha esposa e então especialmente com o acidente, a não confundir Deus com a vida. Não sou nenhum herói. Fico tão perturbado com o que me aconteceu como qualquer outra pessoa ficaria. Eu me sinto livre para amaldiçoar a injustiça da vida e para dar vazão a toda minha tristeza e ira. Mas creio que Deus sente a mesma coisa quanto àquele acidente — entristecido e irado. Não o culpo pelo que aconteceu. Douglas prosseguiu:
— Aprendi a ver além da realidade física deste mundo. Vejo claramente a realidade espiritual. Nossa tendência é pensarmos: "A vida deve ser justa porque Deus é justo." Mas Deus não é a vida. E, se eu confundo Deus com a realidade física da vida — ao esperar, por exemplo, constante boa saúde — então me coloco na posição de ter uma decepção enorme. A existência de Deus, até mesmo seu amor por mim, não depende de minha boa saúde. Com toda franqueza, tive mais tempo e oportunidade para desenvolver meu relacionamento com Deus durante esse tempo de limitações físicas do que antes.
Havia uma profunda ironia naquela cena. Por meses eu estivera absorto com os fracassos na fé, tendo saído em busca de histórias de pessoas desapontadas com Deus. Eu havia escolhido Douglas como o meu Jó contemporâneo, e havia esperado dele uma amargurada explosão de protesto. A última coisa que eu esperava era um curso superior de aperfeiçoamento na fé.
— Se desenvolvermos um relacionamento com Deus independente das circunstâncias de nossa vida — disse Douglas —, então poderemos ser capazes de ficar firmes quando a realidade física se desmoronar. Podemos aprender a confiar em Deus apesar de toda a injustiça da vida. Não é essa a lição principal de Jó?
— Desafio você a ir para sua casa e ler de novo a história de Jesus. A vida foi "justa" com ele? Para mim, a cruz acabou definitivamente com a crença enraizada de que a vida será justa.
Deus respondeu à pergunta sobre a injustiça não com palavras, mas com uma visita, uma Encarnação. E Jesus oferece uma prova de carne e osso de como Deus se sente quanto à injustiça, pois ele vestiu a "matéria" da vida, a realidade física no que tem de mais injusto. (Ocorreu-me, enquanto lia os Evangelhos, que, se todos nós da Igreja gastássemos nossas vidas tal como ele fez — ministrando aos doentes, alimentando os famintos, resistindo aos poderes do mal, consolando aqueles enlutados e levando as Boas Notícias de amor e perdão — então talvez a pergunta "Deus é injusto?" não fosse feita hoje em dia com tanta urgência.)"
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Auréolas tortas
—Sim — disse o médico, — mas quero checar algumas coisas antes.
Diga, você bebe muita bebida alcoólica?
—Álcool? — disse o homem, indignado. — Nunca chego perto dessa porcaria.
—Fuma, então?
—Acho cigarro nojento. Nunca na minha vida provei um.
—Fico meio constrangido de perguntar isso, mas... sabe como alguns homens são... você vive aí pela noite?
—Claro que não! Quem o senhor acha que eu sou? Estou na cama toda noite antes das dez.
—Diga-me uma coisa — pediu o médico. — Essa sua dor-de-cabeça é de um tipo agudo e penetrante?
—Isso mesmo — disse-lhe: uma dor aguda e penetrante.
—Então é simples, meu caro. Seu problema é que a sua auréola está apertada demais. Só precisamos soltá-la um pouquinho.
deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna". Outra indicação da declaração de Paulo em Gálatas: "[ele] me amou e a si mesmo se entregou por mim". A resposta está no amor.
sábado, 16 de janeiro de 2010
Aprenda a interpretar
Por meio de vídeos, áudios, interatividade, você se tornará hábil e competente na interpretação de diversos tipos e gêneros textuais.
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Além de estudar com o livro digital INTERPRETARE, você pode interagir com outros alunos e professores por meio do curso online INTERPRETARE, que ocorrerá no INTEREDUC – o ambiente virtual de aprendizagem da Interpraxis Educação.
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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Chamados para julgar

Todavia, o que Ele quis dizer com essas palavras? Será que teve a intenção de afirmar que fazemos um favor a nós mesmos não fazendo nenhum julgamento visto que tais julgamentos voltarão contra nossa própria vida? É claro que não!
Podemos estar certos de que Jesus não estava ensinando que não devemos fazer julgamentos! Dizer como alguns, que deveríamos levar “ao pé da letra” e nutrir um espírito de unidade e apaziguamento é não seguir os ensinamentos de Cristo; dizer que deveríamos ter uma atitude tolerante, que nunca expresse opiniões sobre o que os outros crêem e fazem é não seguir os ensinamentos de Cristo.
O argumento que declara ser a unidade mais importante que a verdade e o amor mais importante que a doutrina correta, está errada em seu âmago.
Considere o contexto imediato das palavras de Jesus: “Não deis aos cães as coisas santas, nem deiteis aos porcos as vossas pérolas; para que não as pisem e, voltando-se, vos despedacem” (v.6). Como podemos obedecer a estas instruções, a menos que saibamos reconhecer os cães e os porcos?
Jesus estava fazendo uma declaração poderosa sobre a necessidade de discriminação, a fim de distinguir entre o que é limpo e o que é sujo, e avaliar o que é sábio e o que é tolo. Tudo isso pressupõe que devemos fazer BONS JULGAMENTOS.
Agora olhe para o contexto mais remoto: “Acautelai-vos porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores” (v.15).
Como podemos nos precaver dos falsos profetas, a menos que possamos identificá-los? Supõe-se que procuremos certas marcas distintivas dos falsos mestres de modo que possamos evitá-los e advertir aos outros.
Apenas alguns versículos mais adiante, Jesus fez uma observação mais surpreendente: “Nem todo que me diz Senhor, Senhor! Entrará no Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos em teu nome? E, em teu nome não expulsamos demônios? E, em teu nome, não fizemos muitas maravilhas? E, então, lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade” (vs 21-23).
Aqui, temos uma forte declaração sobre a presença de falsos profetas que aparentemente fazem milagres maravilhosos, porém, não entrarão no céu no dia do julgamento.
Podemos estar errados em muitas coisas, mas não erremos acerca dos falsos mestres e suas doutrinas perniciosas!!
Paulo, o escritor de muitos livros do Novo Testamento, concordava com Jesus sobre a necessidade de fazer julgamento. Quando os crentes em Corinto não disciplinaram um homem imoral, o apóstolo disse que ele tinha julgado o transgressor, e que a igreja faria bem em excluí-lo da congregação, “para que o espírito seja salvo no dia do Senhor” (1 Co 5.4). Como a igreja pode exercer tal autoridade a menos que se façam julgamentos?
No capítulo seguinte, Paulo ensinou que os crentes não deveriam processar seus irmãos em Cristo na presença de juízes mundanos, por que os líderes da própria igreja deveriam tratar tal disputa. Ele escreveu: “Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deve ser julgado por nós, sois porventura indignos de julgar as coisas mínimas? Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos? Quanto mais as coisas pertencentes a esta vida?” (1 Co 6.2,3). Mas adiante o apóstolo afirma que eles deveriam ficar envergonhados por não poderem julgar sabiamente tais questões.
Isso aconteceu por quê? Porque abandonaram a Palavra. Infelizmente, em muitos casos, os cristãos nem mesmo tentam voltar-se para a Palavra de Deus; simplesmente a ignoram.
Numa época em que homens se auto-proclamam apóstolos; numa época em que o misticismo invadiu o evangelicalismo; numa época em que a igreja está cheia de superstições; numa época em que o dinheiro se tornou o deus e a busca das pessoas nas igrejas; as pessoas dizem que não devemos julgar???
Se há uma época em que precisamos de instrução sobre fazer julgamentos, essa época é HOJE!!!
Então o que Jesus quis dizer quando declarou: “Não julgueis, para que não sejais julgados” (Mt 7.1). Dizendo em poucas palavras, Ele estava ensinando que não devemos fazer julgamentos hipócritas. Não devemos ser fariseus, que, por gostar de julgar, julgavam as coisas erradas; ou até quando faziam julgamentos certos, os faziam pelas razões erradas. Eles exibiam um tom cheio de si mesmo em tudo que faziam e diziam. Poderíamos dizer que Jesus está nos advertindo: “Não sejais fariseus, mas façais julgamentos justos”.
Como podemos nos precaver do farisaísmo, de um lado, e da credulidade descuidada e tola de nossos dias? Como saber o que deve ser julgado e como os julgamentos devem ser feitos? Quais os parâmetros a nos guiar? Estas questões devem ser tratadas. Lembre-se de que a palavra JULGAR significa exercer discernimento; às vezes pode significar condenar; e outras vezes, ambas as idéias estão presentes. Porém, é evidente que Jesus não está ensinando que todo julgamento é errado.
JULGAMENTO, OU DISCERNIMENTO, ACHA-SE NO ÂMAGO DA VIDA CRISTÃ.
